Depeche Mode e outras bandas legais

Estadão

22 de maio de 2009 | 19h00

Essa é para o Alex, que achou que o post anterior era sobre o Depeche Mode. Quer dizer, até era, mas concordo que quem queria ouvir um som e teve que se contentar com um texto sobre ‘frágil tensão’ deve ter ficado decepcionado.

Por isso, aqui vai o meu vídeo favorito do Depeche Mode: ‘In Your Room’, ao vivo em Paris. O cenário do show, criação do gênio Anton Corbjn, é simplesmente um dos mais legais que já vi na vida. A única coisa que eu não gosto é o da roupa do guitarrista Martin Gore, figurino do Jean Paul Gaultier. Em compensação, na hora em que entra o tubarão no telão…

(Não vou contar para não estragar a surpresa. Assista, você não vai se arrepender.)

Aproveitando para falar sobre o novo do Depeche, ‘Songs of the Universe’. É muito bom. É por isso que muitas vezes eu vou contra a opinião dos meus colegas críticos, que acham que a última banda é sempre a melhor. Não é. Ser novo não significa ser bom, me disse uma vez o jazzista Branford Marsalis numa entrevista. concordo plenamente. Quem ouve o novo do Depeche MOde, ou o novo do U2, ou o novo do Morrissey, vai ver que os caras estão no auge da sua criatividade.

Claro, isso não vale para todos. E muitos artistas têm altos baixos, o que temos que compreender e criticar quando é necessário. Há artistas que têm carreiras mais curtas que outros. Outros estão aí até hoje e ninguém sabe direito por quê. Pouca gente presta atenção em um disco novo dos Rolling Stones, embora todo mundo queira ver os caras ao vivo. Eles são importantes, mas não estão interessados em apresentar nada novo em termos de gravação. O U2, pelo contrário, está sempre na vanguarda, pronto para revolucionar a música quantas vezes for necessário. Isso não vai durar para sempre, é humanamente impossível. Mas ficar aclamando bandinhas inglesas que não gravaram nem uma fita demo não é comigo. Eu espero a banda me descobrir, não tenho interesse nenhum em descobrir bandas novas. Quando a banda é boa, ela aparece pelo seu talento. E não precisa de mim.

Artistas com carreiras sólidas merecem respeito. O resto é música efêmera.

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