Coisas de homem

Estadão

16 Janeiro 2007 | 17h34

Steve Jobs e iPhone

Tudo bem, nós nunca vamos entender as mulheres. Mas pense bem, há uma vantagem aí. Elas também nunca vão nos entender. Veja o meu caso, por exemplo. Não vou dizer que sou, assim, um James Bond, mas também sou apaixonado por ‘gadgets’, aqueles brinquedinhos eletrônicos que todo homem gosta e nenhuma mulher entende por quê. Gosto dessas tranqueiras desde a época daquelas agendinhas eletrônicas, lembra? A gente digitava o nome da pessoa e o telefone aparecia na tela. Era um milagre.

Hoje somos dependentes de celular, iPod, Palm, BlackBerry, GPS e DVD de carro e outras mil coisinhas maravilhosinhas. Mas em junho será lançado um gadget que promete ser o sonho de consumo de todos nós… homens apaixonados por gadgets.

É o iPhone, da Apple. Muita gente já deve ter visto na internet ou na TV. Outro dia, o Steve Jobs mostrou para todo mundo como é. Aliás, o Steve Jobs é demais, não? Acho que é o único nerd que eu gostaria de ser.

Ainda não vi de perto, mas já estou apaixonado por esse troço.

O iPhone (uma mistura de iPod, celular, palm e e-mail) vai sair nos Estados Unidos, Europa, Japão, Canadá… menos aqui. Por que será que no Brasil a gente tem que esperar meses (anos) antes de ter o que o resto do mundo tem? Tudo bem, isso pode não ser a coisa mais importante do mundo. Na verdade, não é. Mas não dá um pouco de raiva ser considerado mercado de segunda? Em outras coisas a gente é até melhor que os países do primeiro mundo. Nem precisamos, por exemplo, de terroristas, já que conseguimos destruir nossa cidade sem a ajuda de ninguém. Só precisamos da nossa própria incompetência (metrô).

Eu sei, eu sei, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas pode ser que tenha. Enfim, estou escrevendo este post porque faço aniversário em agosto e pode ser que minha mulher leia este blog até lá. Será? Não dá para garantir. Não consigo entender nem a cabeça dela…