Batuque nas caldeiras

Estadão

04 de setembro de 2007 | 17h26

dalua

Às vezes a gente percebe que é bom morar em São Paulo: ontem, por exemplo, foi. Fui a uma das melhores festas da cidade, ‘A Rede’, na Casa das Caldeiras. O local é maravilhoso e, além de ser um centro de artes (vários ateliês funcionam lá durante o dia), abriga vários eventos e shows de artistas novos e consagrados. É, enfim, um lugar incrível.

A festa ‘A Rede’ também é muito bem sacada, e deveria virar exemplo para quem sabe a importância dos bons contatos pessoais e profissionais. Funciona mais ou menos assim: as empresas se juntam para fazer um evento e cada um colabora como pode. É uma idéia simples, mas que funciona super bem. Resultado: todo mundo se diverte e ainda divulga seu trabalho para uma multidão de gente interessante e antenada. “It´s the best of both worlds” (é o melhor dos dois mundos), como diz a expressão em inglês.

A apresentação de ontem ficou a cargo de uma novidade no cenário musical: a banda Tamboritau, liderada pelo percussionista Dalua (foto acima; não confundir com o DJ Marcelinho DaLua). O músico, que além de talentoso é gente boa, montou uma ‘superbanda’ com muito batuque e uma pitada de MPB/soul. O resultado é bastante único: um som potente (eles não têm bateria, apenas várias percussões) e bem suingado. Me lembrou um pouco o início do Chico Science, mas sem o sotaque nordestino. Empresariado pela TodaAmérica Talentos (da jornalista Valéria Monteiro), a banda tem tudo para se dar bem, principalmente no exterior. Eles têm aquele som ‘exótico’ que os gringos adoram: são uma espécie de ‘world music’ verde e amarela. Vale a pena ficar de olhos… e ouvidos abertos.

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