Backyardigans, do quintal para os palcos

Estadão

18 de julho de 2008 | 11h21

Os Backyardigans são demais

“Meus amiguinhos, os Backyardigans…”

A maioria das pessoas da minha geração deve assistir aos desenhos infantis de hoje e pensar “puxa, na minha época os desenhos eram muito mais legais”. Concordo em parte; adoro ver alguns dos clássicos até hoje, como Fantomas e Pica-Pau. Mas as crianças de hoje tem o privilégio de curtir uma turma que até eu sou apaixonado: os Backyardigans.

Claro que comecei a assistir a eles graças a minha filha, que ama MUITO os Backyardigans. E eu comecei a amar também. E não apenas porque adoro vê-la feliz.

Essa turminha foi criada pela canadense Janice Burgess em 2004 para o canal Nick Jr., e hoje passa aqui na TV a cabo no canal Discovery Kids (se bem que para mim não faz diferença onde passa, pois fui obrigado a comprar vários DVDs para não depender do horário da programação). O que eu mais gosto nos ‘Backs’, além do visual 3D muito bem feito e criado pelo ilustrador infantil Dan Yaccarino, são as músicas. Cada episódio é praticamente um musical infantil completo, com coreografias superbonitinhas e canções de altíssima qualidade escritas por Douglas Wiselman e pelo pianista Evan Lurie, um dos criadores do grupo de jazz vanguardista The Lounge Lizards. Só para se ter uma idéia, The Lounge Lizards foi formado em 1978 e era produzido por Teo Macero, que trabalhou com Miles Davis.

Apesar de gostar de ouvir as versões em inglês, também procuro alternar com as versões da animação em português, e confesso que elas não deixam nada a dever às originais, tanto em relação às vozes brasileiras quanto às letras e traduções dos textos. Parabéns a toda essa equipe.

Os Backyardigans são cinco amiguinhos que moram no mesmo bairro e brincam no ‘backyard’ (quintal). A sacada genial de Janice foi transformá-los em personagens diferentes a cada episódio, exatamente como as crianças fazem. Um dia, são astronautas; no dia seguinte são vilões e super-heróis; uma semana depois preferem ser vikings e sereias. Ou seja: o quintal pode ser um universo inteiro, infinito, onde eles assumem papéis de acordo com a brincadeira do dia. E todos os episódios acabam da mesma maneira: com a turma indo comer um lanche da tarde na casa de um deles.

Minha turminha favorita é composta por meninos e meninas: Pablo, o pinguim azul, Tyrone, o alce laranja, e Austin, um canguru roxo; e as garotas Uniqua, uma criatura rosa criada por Janice Burgess (segundo a criadora, Uniqua é ‘a criança que ela queria ter sido’); e Tasha, uma hipopótama amarela. Correndo talvez o risco de parecer meio bobo, preciso dizer que eles não são fofinhos… são ultra-fofinhos!

(Desculpem, me empolguei)

🙂

A partir de hoje, esses bichinhos canadenses também poderão ser vistos ao vivo em São Paulo. Começa no Credicard Hall a mini-temporada ‘Backyardigans – Ao Vivo’, evento que depois vai a outras cidades ( mais informações na Ticketmaster ou pelos telefones 6846-6000 ou 0300 789 6846, das 9h às 21h, segunda a sábado).

O endereço do Credicard Hall é: Av. Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro. A temporada acontece nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de julho. Horários: às sexta-feiras, às 18h; aos sábados e domingos, às 11h, 15h e 18h. O espetáculo dura 60 minutos com intervalo de 10 minutos. Crianças com menos de 12 anos só podem entrar se estiverem acompanhadas pelos pais ou responsáveis legais.

Só para terminar: por que será que esse post está na seção ‘Eu Queria Ser Esses Caras’? Se você visse o rosto da minha filha quando os Backyardigans aparecem na TV, você não precisaria perguntar.

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