'Apenas uma vez': Um musical moderno no palco

Estadão

26 de agosto de 2010 | 13h26

Há vários tipos de cinema: de um lado, o cinemão hollywoodiano, com seus efeitos especiais e estouros de bilheterias. Do outro, há o pequeno cinema artesanal, feito com muito amor e pouco dinheiro e que, muitas vezes, desaparece no meio da multidão.

‘Once’ (Apenas uma vez) está na segunda categoria. É um filme incrivelmente simples, com poucas locações, poucos atores, mas uma força poética incrível. Não gosto muito de musicais, mas ‘Once’ é um musical moderno. Não há pessoas dançando pelas ruas ao simples cair de uma gota de chuva, nem diálogos que se transformam em cantoria num passe de mágica. ‘Once’ é um filme musical porque ele é construído a partir de canções, a música é o fio condutor do roteiro. E é lindo.

De qualquer maneira, como um David contra Golias, ‘Once’ ganhou o Oscar de melhor canção por ‘Falling Slowly’, que você confere acima.

Antes de seguir, tenho que dar crédito ao meu irmão Nando, que me indicou (e emprestou) o filme. ‘Once’ é mágico também porque sua história de ficção acabou se tornando realidade: o casal de atores, o irlandês Glenn Hansard (ele era guitarrista do filme ‘The Commitments’, lembra?) e a tcheca Markéta Irglová, se casou depois das filmagens (hoje eles são separados, mas tudo bem). Tudo isso para dizer que a dupla não divide mais o mesmo teto, mas continua dividindo o palco sob o nome de Swell Season: eles se apresentam hoje no Rio e amanhã no HSBC, em São Paulo.

Leia mais sobre a dupla aqui. E vá ao show, se quiser se emocionar.

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