Amós Oz: Rimas da vida irreal

Estadão

10 de dezembro de 2008 | 13h38

Foto: Karin Malmhav

Ai, que inveja boa quando a gente encontra algum escritor sensacional, não? Pois foi isso que aconteceu depois que li ‘Rimas da Vida e da Morte’, do israelense Amós Oz. Confesso que nunca tinha lido nada de Oz, apesar de sempre ouvir falar bem dele. Ainda bem que ainda dá tempo de corrigir esse problema.

‘Rimas da Vida e da Morte’ conta a história de um escritor que se prepara para dar uma palestra sobre sua obra em um centro cultural. Enquanto não entra em cena, ele observa as pessoas da platéia e começa a imaginar (e inventar) as histórias de vida de cada uma delas. A garçonete que lhe serve um café; os dois homens suspeitos que conversam na porta do local; o rico que estaciona o carrão na porta; todos viram personagens de um romance que se escreve na cabeça do próprio escritor, em meio às relações que ele tem com essas mesmas pessoas na vida real.

Literatura é isso, não? Quem escreve ficção está sempre tentando criar vidas para seus personagens, existências que nascem na cabeça do escritor e ganham vida no momento seguinte no papel. Oz faz isso com talento e elegância. Ah, como é bom descobrir um novo ídolo literário…

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