A volta do Led Zeppelin

Estadão

11 de dezembro de 2007 | 20h20

led

Desculpe a demora em publicar algo sobre uma das maiores bandas de rock da história (e uma das minhas favoritas, quero deixar bem claro). É que eu estava ocupado vendo os vídeos que os fãs do Led Zeppelin colocaram no youtube com trechos do show de ontem. Dia 10 de dezembro de 2007, o dia em que o rock renasceu.

Já fui muito, mas muito fã do Led Zeppelin quando tinha uns 16, 17 anos. Só para se ter uma idéia, eu fazia ‘pasta’ da banda. Funcionava assim: era tão difícil encontrar matérias sobre as grandes bandas de rock que eu e meus amigos (isso era comum, tá, gente?) íamos até a Woodstock Discos ou Galeria do Rock e comprávamos fotos, matérias importadas e guardávamos em pastas de plástico. Era muito legal.

Para quem não sabe, o Led Zeppelin acabou em 1980, com a morte do baterista John Bonham. Em nome da amizade, eles acabaram a banda e nunca mais tocaram juntos (com exceção de uma apresentação medíocre no Live Aid, em 1985), e uma canja no Rock and Roll Hall of Fame, em 1995. Mas ontem foi a volta definitiva: o vocalista Robert Plant (nossa, como eu queria ser esse cara), o guitarrista Jimmy Page (nossa, como eu TAMBÉM queria ser esse cara), o baixista John Paul Jones e, no lugar de John Bonham… o filho dele, o ótimo baterista Jason Bonham.

(Um parênteses:

“A volta do Led Zeppelin foi a má notícia do ano. Ninguém precisa ou merece.” – Álvaro Pereira Jr.

Nossa, fico impressionado como tem gente que não entende nada de música dando palpite…)

Não preciso nem dizer que fiquei super emocionado vendo esses vídeos do show de ontem no youtube. Os caras estão velhos? Claro que sim. Mas isso não interessa. Interessa é que eles são ELES, quer dizer, eles eram e sempre serão o Led Zeppelin. A foto acima é da minha amiga Adriana Del Ré. Veja a galeria de fotos da Rolling Stone.

Também fiquei emocionado ao ver Jason Bonham tocando no lugar do pai, morto. Já imaginou a emoção? John Bonham era considerado um dos melhores bateristas da história do rock (com o Led Zeppelin é assim, tudo é no superlativo) e Jason aprendeu criança, ouvindo o pai tocar. No filme ‘The Song Remains the Same’ (que por aqui ganhou o ‘genial’ nome de ‘Rock é Rock Mesmo’), Jason aparece garoto, brincando com uma bateria de criança. Quem diria que ele estaria na bateria de verdade tantos anos depois… Eu já entrevistei Jason e posso dizer: está aí um cara muito legal. Como é possível ser humilde sendo filho do John Bonham? Ele é.

Eu não fui na volta do The Police, mas dá pena comparar as duas bandas. Claro que Sting & cia. eram de outro estilo, pop, e faziam isso com competência e muito talento. Mas eu vi o show na TV e bocejei a partir da quarta música. Sting é ótimo, mas como frontman num estádio fica a desejar; Andy Summers é um guitarrista maravilhoso, mas difícil encontrar alguém mais ‘estátua’ no palco; o baterista Stewart Copeland é genial, mas fica parado atrás da bateria. Show de trio em estádio não funciona, sejam eles o The Police ou o Rush.

De volta ao Led Zeppelin: não vou colocar os links para os vídeos do youtube porque são vários. Dê um ‘search’ Led Zeppelin e escolha o seu. Não importa: mesmo quando a imagem e o áudio são ruins, os vídeos são todos maravilhosos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.