A múmia de James Brown

Estadão

02 de fevereiro de 2007 | 12h36

James Brown

Parabéns a você, nessa data querida…

Faz mais de um mês que James Brown morreu – e ele ainda não foi enterrado. Seu corpo, que deve estar imerso em litros e litros de formol, está em um caixão lacrado na casa do cantor na Carolina do Sul. Seu enterro será na cidade de Augusta, Geórgia.

(Isto é, claro, se ele for enterrado algum dia.)

James, que morreu no dia de Natal do ano passado, ainda está neste mundo porque sua família e os advogados não chegam em um acordo quanto à herança. Qual é o sentido disso? Por acaso o caixão dele na sala impede alguém de dividir os bens? James Brown vai reescrever o testamento. Dizem que ele vai até mudar de nome para combinar com sua condição de faraó: de James Brown, para James Tutancâmown (ler com sotaque em inglês para a piada fazer sentido.)

Ouvi dizer também que ele ainda não foi enterrado porque quer estar presente na promoção de seu próximo disco: a trilha sonora do filme ‘O Retorno da Múmia’.

Enfim, a vida do James Brown foi tão polêmica e enrolada que o cara dá trabalho até depois de morrer. Ele era doidão, batia em mulheres, foi preso por vários crimes… mas sua voz marcou uma geração. Michael Jackson (que hoje é um maluco mas que já foi um dos grandes nomes da música negra americana) disse no velório de Brown: “tudo o que sei, devo a James Brown”. O cara era peso pesado.

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