A loucura nossa de cada dia

Estadão

02 Fevereiro 2010 | 14h58

Aqueronte - capa

Se há uma máquina que me impressiona pela complexidade, é o cérebro. Sou fascinado pelo seu funcionamento, pelas ligações nervosas de sua massa cinzenta (como diria Hercule Poirot), pelas incríveis cenas que a memória nos permite reviver quantas vezes desejamos.

Para interessados no assunto, no entanto, tão fascinantes quanto as maravilhas do cérebro são suas deficiências. Por que temos manias? Por que desenvolvemos síndromes de nomes esquisitos? Por que somos obcecados por determinados assuntos? Não estou falando apenas de problemas psiquiátricos, mas de coisas do dia-a-dia… por que não aceitamos a rejeição amorosa? Por que cada um de nós reage de maneira tão única diante de episódios semelhantes, que afetam todos os seres humanos? Por que sofremos por amor?

(Aliás, a forma como o amor atua sobre o cérebro deve ser uma das questões mais interessantes e inexplicáveis da história)

Não sei nenhuma dessas respostas, mas tenho uma amiga que pode apontar caminhos muito interessantes. Cláudia Belfort, editora-chefe do Jornal da Tarde, lança hoje, na Livraria Cultura do shopping Bourbon Pompéia, a partir das 19h30, ‘Aqueronte, O Rio dos Infortúnios’.

‘Aqueronte’ é o rio dos infortúnios na mitologia grega. Era por ele que o barqueiro Caronte levava as almas até a margem onde estava o porto de Hades, o submundo dos mortos, o inferno guardado por Cérbero, o cão de três cabeças. Na ‘Divina Comédia’ de Dante Alighieri, Aqueronte, é o anteinferno, que faz fronteira com o inferno.

O livro de Cláudia reúne treze contos sobre pessoas loucas, excêntricas ou geniais, dependendo de quem as observa e as classifica. As histórias são fictícias, mas obtidas da experiência da autora com fatos reais. Clique aqui para conhecer o blog de Cláudia, ‘Sinapses – A Mente Também Adoece’.

Mais informações sobre o livro, consulte o site da Editora Letras do Brasil.