A guitarra mágica de Johnny Marr

Estadão

25 de julho de 2008 | 16h44

Johnny Marr

Lembra de uma lista que eu fiz dos 10 maiores guitarristas de todos os tempos? Pois é, muita gente boa ficou de fora. Alguns mais virtuosos, como Joe Satriani e Steve Vai, outros mais melódicos, como Johnny Marr. Para quem não se lembra, o baixinho magricela de Manchester ficou famoso como guitarrista do The Smiths, e depois tocou com um monte de gente.

Johnny Marr gravou com o Talking Heads e participou como guitarrista e gaitista do melhor álbum do The The, ‘Dusk’ (qualquer hora eu falo mais sobre esse disco, que é genial); tocou com a Chrissie Hynde nos Pretenders (inclusive em um show no Brasil, no Hollywood Rock, em 1988); montou um ‘superduo’ bem legal com Bernard Summer, do New Order, o Electronic; liderou uma superbanda ao lado de Zak Stark (filho de Ringo Starr) e Alonza Bevan (ex-baixista do Kula Shaker), The Healers, onde também cantava. E, agora, está tocando com o Modest Mouse, banda alternativa de Seatlle, mas que não tem nada a ver com grunge. Eles lançaram em 2007 o disco ‘We Were Dead Before The Ship Even Sunk’ (Nós Estávamos Mortos Antes Mesmo do Navio Afundar), um disco muito bom, aliás.

Tudo isso para dizer que sou um grande fã de Johnny Marr. Acho que ele é um dos guitarristas mais criativos da história do pop/rock. E um dos mais subestimados também. Johnny é um mestre das texturas sonoras, das harmonias bem amarradas, dos acordes com afinações belas e diferentes. Se você prestar atenção apenas na sua guitarra, não importa a canção em que ele esteja tocando, vai ouvir uma belíssima melodia construída com inteligência e emoção ao fundo. Ele é um mágico que tira da guitarra um som único, incrível, maravilhoso.

Pode ter certeza de que a maioria das bandas pop de hoje em dia tem alguma influência dele. Para mim, Johnny Marr e The Edge estão lado a lado na galeria dos grandes guitarristas melódicos do pop/rock.

Aqui está uma pequena amostra de seu talento: a música ‘Dashboard’, do Modest Mouse, ao vivo, no programa de David Letterman.

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