As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Pra começo de conversa

Bia Reis

16 de maio de 2012 | 16h12

Fui uma criança colecionadora de livros. As livrarias eram parada obrigatória quando saia com meus pais. Naquela época, os livros infantis ficavam, em geral, num cantinho, escondidos. Eram bem mais simples e em número infinitamente menor. Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Pedro Bandeira, Ziraldo e Ricardo Azevedo, entre outros, se dedicavam a escrever para crianças e pouco se apostava em autores estrangeiros ou novos nomes. Sem dúvida, era mais fácil escolher o que ler.

O mercado brasileiro de livros infantis e juvenis se sofisticou. Se a década de 80 foi marcada pelo boom da literatura para este público no Brasil, a de 90, pelo incremento da qualidade, agora vivemos uma ampliação desse mercado. Em 2010, dos 492 milhões de exemplares produzidos no Brasil, 26,5 milhões (5,38%) foram de livros infantis e 43,7 milhões (8,89%) de juvenis. Os números são expressivos se considerarmos que quase metade da produção é de didáticos, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Vivemos também um crescente interesse dos pais – e das crianças – pelo assunto. Nos fins de semana, as livrarias vivem cheias de meninos e meninas ávidos por novidades. Oferecem contação de histórias e uma série de atividades em que o foco é o livro. Autores desconhecidos dividem as prateleiras com os renomados, com edições igualmente caprichosas. Além dos livros tradicionais, há aqueles com uma infinidade de atrativos: uns contam histórias apenas com imagens, outros são interativos, têm pop-up, há os livros-brinquedos, com textura, música, cheiro!

O Estante de Letrinhas nasce neste cenário. A ideia é aproximar ainda mais pais, educadores, professores e interessados em geral da literatura infantil e juvenil. Apresentar lançamentos, ouvir autores e ilustradores de livros, reunir obras que abordam assuntos pertinentes às crianças (como medo de lobo, a relação com os pais, morte, separação, etc), mostrar como incentivar a leitura, experiências desenvolvidas nas escolas e atividades promovidas por livrarias e bibliotecas.

Escrevam, mandem sugestões, comentários!

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.