Em guia sobre desenvolvimento saudável das crianças, OMS recomenda livros no lugar de telas
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Em guia sobre desenvolvimento saudável das crianças, OMS recomenda livros no lugar de telas

Organização Mundial da Saúde consolida diretrizes para atividade física, sono e contato com celular, tablet e tevê. Hábito de leitura fortalece habilidades de linguagem, prepara criança para alfabetização e estreita vínculos entre pais e filhos

Bia Reis

25 de abril de 2019 | 08h30

Crédito: Fabio Leite

Em vez de celular, tablet e televisão… livros!

Esta é uma das orientações divulgadas nesta quarta-feira, 22, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em um documento inédito que traz orientações para famílias com crianças de até 5 anos. No guia, a OMS consolidou diretrizes para o desenvolvimento saudável, observando atividade física, sono e contato com telas, para três faixas etárias: bebês de até 1 ano, crianças de até 3 anos e de até 5 anos.

Assim como as sociedades de pediatria já defendiam, a OMS orienta as famílias a vetarem totalmente o contato de crianças de até 2 anos com as telas. A partir dessa idade, a recomendação é de, no máximo, uma hora por dia.

Segundo a organização, desenvolver hábitos saudáveis nos primeiros anos de vida impacta não apenas o desenvolvimento motor e cognitivo da criança – o que já é bastante coisa! -, mas ajuda em sua saúde ao longo de toda a vida.

Em uma época em que vivemos tão centrados no celular e no tablet, como entreter e divertir as crianças?

A própria ONU responde: com livros, contações de histórias, canções e quebra-cabeças!

Em entrevista à repórter Paula Felix, do Estado, a endocrinologista pediátrica Fernanda Ferrante, do Sabará do Hospital Infantil, fundamentou a orientação: “As crianças expostas ao tempo de tela excessivo têm dificuldade de concentração em atividades do dia a dia, dificuldade para dormir e um sono superficial. Além disso, têm o risco de desenvolver obesidade no futuro”. Ou seja, controlar as telas pode ser um desafio, mas os benefícios são grandes.

Crédito: Fabio Leite

Em 2014, a Sociedade Americana de Pediatria passou a preconizar que os profissionais, além de falar sobre alimentação, higiene e segurança, conversem sobre literatura infantil com os pais de crianças de até 3 anos. A Sociedade Brasileira de Pediatria adotou depois a mesma diretriz.

O hábito de leitura fortalece habilidades de linguagem, prepara a criança para a alfabetização e estreita o vínculo entre pais e filhos – ou leitores e não leitores.

Se você se perde em meio a tantos títulos infantis e têm dificuldade para escolher obras, saiba que não existem regras. Os bebês, por exemplo, se encantam com o ritmo da leitura, com as vozes que você pode fazer para os personagens – afinal, eles ainda não compreendem o que está sendo lido. Conforme vão crescendo, as crianças vão se apropriando das histórias e ampliando o entendimento. Escolha livros que você gostava quando criança, mas também descubra autores contemporâneos. Procure prosa, poesia, contos de fadas, livros em que a história é contada por imagens, livros ilustrados (em que o texto e a as imagens narram a história).

Neste blog há uma infinidade de sugestões, é só navegar por ele! Para ajudar, deixo a seguir algumas sugestões:

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Crédito: Katia Lopes / Divulgação Literatura de Berço

Se você tem criança pequena e quer aproximá-la dos livros, dá uma espiada no trabalho do Literatura de Berço, projeto que reúne famílias e literatura. No dia 15 de maio, das 14h30 às 16h30, haverá o Literatura de Berço Sarau, na Casa da Cultura Carlo e Diva Pinho, que fica no Pacaembu, em São Paulo. A ideia é que as famílias leiam, cantem e declamem poemas para seus bebês. Não é lindo?

** Nas duas primeiras lindas fotos deste post estão Clara, Olívia e Martin, filhos dos queridos Fabio Leite e Fernanda Aranda. Obrigada pelas imagens inspiradoras!

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