Malala inaugura a maior biblioteca pública da Europa
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Malala inaugura a maior biblioteca pública da Europa

Bia Reis

03 Setembro 2013 | 21h30

As palavras e os livros podem, sim, libertar.

A paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, que ganhou proteção mundial ao defender o direito das meninas de ir à escola, inaugurou hoje na Inglaterra a maior biblioteca pública da Europa, na região central de Birmingham.

“Não há arma mais poderosa do que o conhecimento nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita. Canetas e livros são armas que derrotam o terrorismo”, declarou a jovem, que vive na cidade inglesa desde outubro, após ter sobrevivido a um atentado praticado por militantes do Talibã.

A biblioteca abrigará pelo menos um milhão de livros, entre eles algumas joias da literatura inglesa, como o First Folio, de William Shakespeare, que compõem a primeira coleção de peças teatrais do dramaturgo. Também ficará no local o livro As Aves da América, de John James Audubon, avaliado em US$ 10 milhões. Antes de receber uma condecoração da instituição, Malala presentou a biblioteca com um exemplar de O Alquimista, do escritor Paulo Coelho.

O prédio, com nove andares, reúne mais de 200 computadores, teatros, uma galeria de exposições, salas de música e um jardim na cobertura.

Em 12 de julho, Malala fez um discurso histórico na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em que afirmou que os esforços para silenciá-la foram em vão. A jovem disse que as pessoas que a balearam têm medo de livros, de canetas e das mulheres. “Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”, sentenciou na ocasião.

As informações são de agências internacionais.