Livros tratam da relação entre pais e filhos
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Livros tratam da relação entre pais e filhos

Neste Dia dos Pais, 10 de agosto, convido vocês a conhecerem algumas das minhas histórias preferidas

Bia Reis

10 de agosto de 2014 | 13h09

Muitos escritores e ilustradores já criam histórias sobre a relação entre pais e filhos. Neste Dia dos Pais, 10 de agosto, convido vocês a conhecer algumas das minhas preferidas.

O Coração e A Garrafa, de Oliver Jeffers
Editora Salamandra

 

Para mim, este livro é a prova de que a chamada literatura infantil não é apenas para crianças. Vira e mexo pego O Coração e A Garrafa para reler (e reescrever, clique aqui para ler o post que fiz quando o livro foi lançado no Brasil, em 2012). Sensível, Oliver Jeffers trata do amor de uma filha por seu pai, de morte, luto e saudades de um jeito lindo. Para tentar se livrar da dor, a garotinha aprisiona seu coração em uma garrafa. Tem imagem mais poética do que esta? Aqui, as imagens formam uma narrativa paralela ao texto: nos contam o que o texto não diz. É que livro que me faz, todas as vezes, lembrar do meu pai.

O Homem que Amava Caixas, de Stephen Michael King
Editora Brinque-Book

 

Outro livro que não poderia ficar de fora da minha lista de livros que falam de pais e filhos. Com frases simples e um desenho cheio de imaginação, Stephen Michael King conta a história de uma filho que amava o pai; e de um pai que amava caixas. O pai tinha muita dificuldade de mostrar seus sentimentos, de dizer ao filho o quanto o amava. E é justamente por meio das caixas que ele descobre como fazê-lo. King é ilustrador do livro A Árvore Magnifica, escrito por Nick Bland, que fala da relação entre pai e filha (clique aqui para ler).

Pai, de Guto Lins
Editora Globo

 

Coincidentemente, mais um livro em que o autor é escritor e ilustrador. Aqui, o texto é mais engraçado, mas nem por isso menos revelador. Guto começa com a constatação “pai é pai” e depois conta a relação do pai com a mãe durante a gravidez, da emoção no dia do nascimento do filho, das brincadeiras com a criança e de seu amor conforme ele cresce. Também mostra que outras pessoas podem exercer o papel de pai na vida de alguém e das milhares formas de famílias que existem hoje em dia.

“Pai leva à praia, à lanchonete, ao estádio de futebol.
Pai leva ao balé, ao clube, à festa e vai pegar mais tarde.
Pai fica sem dormir quando o filho chega atrasado.
Pai quer saber se a filha já tem namorado.
Pai é aquele que tem sempre a última palavra: – Vai falar com a sua mãe!’

Pai, Não Fui Eu!, de Ilan Brenman e AnnaLaura Cantone
Editora Companhia das Letrinhas

 

Esta história nasceu de um fato real vivido pelo escritor Ilan Brenman, que já apareceu várias vezes nesta Estante de Letrinhas (clique aqui para ler uma entrevista que fiz com ele em agosto de 2012 para o Caderno 2) e se transformou em um livro delicioso, com ilustrações imaginativas, cheias de delicadeza. Ele começa com a clássica frase, ouvida com bastante frequência nas casas onde há crianças: Pai, não fui eu! A frase vem depois de um grande barulho, e a menina continua: Pai, não fui eu, foi o leopardo. A partir dai, pai e filha travam um diálogo aparentemente surreal.

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