Democratização da leitura
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Democratização da leitura

Bia Reis

20 de junho de 2012 | 10h00

O Instituto Ciclos do Brasil realiza neste domingo mais uma edição do projeto Livro de Rua, desta vez no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. A ideia é transformar o local, por um dia, em um grande espaço aberto de leitura.

Quem for ao Villa-Lobos encontrará livros espalhados e poderá pegá-los para ler. Depois, poderá levá-los para casa ou deixá-los em outro lugar do parque, para que mais pessoas possam lê-los.

O projeto foi criado em 2008, no Rio de Janeiro, pelo professor de geografia Pedro Gerolimich, presidente do instituto, e hoje é desenvolvido também em São Paulo e Belo Horizonte. A ideia foi inspirada no Book Crossing, proposta de libertação de livros que surgiu nos Estados Unidos nos anos 2000 e se espalhou pelo mundo. “Depois de lidos, os livros não precisam ficar na estante, pegando poeira. Devemos libertá-los, para que eles possam chegar às pessoas mais carentes, que não têm acesso”, defende Gerolimich.

O professor conta que a maior parte dos livros arrecadados e libertados ainda é destinada aos adultos e que um dos desafios do instituto é aumentar o volume de obras infantis e juvenis. “A vida útil dos livros infantis é mais curta: as crianças amassam, rasgam, brincam com eles, e faz parte do processo mesmo. Por isso, as doações são em menor número.” Gerolimich estima que o projeto tenha libertado cerca de 20 mil livros em quatro anos.

Quem tiver livros parados na estante e quiser doá-los para o projeto Livro de Rua pode procurar a sede administrativa do Parque Villa-Lobos, que fica na Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, no Alto dos Pinheiros. O local é um dos postos permanentes de doação do instituto.

 

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