Leitura com aconchego
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Leitura com aconchego

Bia Reis

13 de setembro de 2012 | 10h00

Tapete, almofadas e, claro, livros. Não um, mas uma porção.

Primeiro, os professores e voluntários montam um cantinho com o material para receber os alunos – pode ser no pátio, embaixo de uma árvore, na biblioteca da escola. Depois, os encantam, mediando a leitura, contando histórias. “A leitura não pode ser uma obrigação. Ela tem de ser lúdica, prazerosa, como uma iniciação cultural”, afirma a diretora executiva da Fundação Bunge, Claudia Calais, responsável pelo projeto.

O projeto em questão é o Pé de Livro, que hoje chega, de acordo com a fundação, a 9,2 mil estudantes da rede pública de 13 municípios, em 9 Estados brasileiros. Ele é associado ao Programa Comunidade Educativa, mantido há dez anos pela Bunge. A ideia de uma iniciação cultural está presente na escolha dos títulos: há literatura brasileira e estrangeira, prosa e poesia, contos, pop-ups, textos mais diretos, outros mais reflexivos. A cada semestre, a fundação envia um conjunto de 15 obras, que são trabalhadas na forma de leitura, oficinas, teatros e o que mais a imaginação permitir.

“Os alunos que participam do projeto estão mais motivados para a alfabetização. A leitura estreita o vínculo do professor com o aluno, é um aconchego”, conta Ana Teresa Teixeira Nunes, diretora da escola municipal Prof. José Macciotti, de Uberaba, em Minas Gerais. Lá, 275 estudantes de 1º ao 5º ano do ensino fundamental são beneficiados.

O objetivo é democratizar o acesso ao livros – e não apenas no universo escolar. Por isso, a partir de 2013, a ideia é levar o Pé de Livro para espaços comunitários, como praças e bibliotecas públicas.

Especialistas envolvidos no projeto mantêm o blog Semear Leitores, que é utilizado para a troca de experiências entre os participantes. Lá é possível encontrar informações sobre vários escritores, publicações, forma de trabalhar a obra na escola e muitas outras sugestões.

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