Leia para uma Criança distribuirá 2 milhões de livros físicos para famílias mais vulneráveis
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Leia para uma Criança distribuirá 2 milhões de livros físicos para famílias mais vulneráveis

Mudança na estratégia de entrega tem o objetivo de ajudar a reduzir a desigualdade; as demais famílias leitoras poderão acessar os títulos por meios digitais

Bia Reis

14 de setembro de 2021 | 11h55

A campanha Leia para uma Criança, do Itaú Social, distribuirá neste ano 2 milhões de livros físicos para organizações da sociedade civil, escolas públicas, secretarias municipais de educação e outros órgãos públicos que trabalham com crianças de 0 a 6 anos, de modo a priorizar as famílias mais vulneráveis, e apresentará em sua estante digital, em outubro, o inédito e interativo A Coceira da Centopeia, da autora Bruna Lubambo, da editora Caixote. Neste ano, os títulos escolhidos foram Enquanto o Almoço Não Fica Pronto, de Sonia Rosa, com ilustrações de Bruna Assis Brasil, da editora Zit, e Os Olhos do Jaguar, de Yaguarê Yamã, com ilustrações de Rosinha, da editora Jujuba.

A escolha de obras de qualidade é uma marca da campanha Leia para uma Criança desde o início, há 11 anos, que tem o objetivo de incentivar a leitura de um adulto para e com uma criança como oportunidade de favorecer e criar vínculos. São analisados texto, ilustração e como essas duas linguagem interagem entre si, entre outros aspectos que se traduzem na qualidade literária.

“Para esta edição queríamos obras que valorizassem histórias, pessoas ou culturas negras e indígenas. Trabalhamos com essa temática há algum tempo, mas agora houve uma valorização ainda maior. Há poucas obras dessa natureza, apesar de boa parte da população ser preta e parda. Precisamos dar acesso a elas”, afirma Angela Dannemann. Desde o início, a campanha já distribuiu mais de 60 milhões de livros físicos para famílias e organizações de todo o país.

Neste ano houve uma mudança importante no programa. Antes, as famílias podiam pedir os títulos diretamente. Agora, os livros físicos estarão disponíveis para organizações sociais e entidades públicas, que podem fazer a solicitação pelo site e entregá-los às crianças. Todas as outras famílias leitoras poderão acessar as obras na estante virtual. “Enfrentar desigualdade social é também ofertar literatura de qualidade”, diz Angela.

O Leia para uma Criança começou a oferecer livros digitais em 2016, na estante digital, que se tornou o principal ponto de contato com o programa. Depois, eles passaram a ser oferecidos pelo Instagram e pelo WhatsApp. Hoje, são 16 os títulos digitais.

  • Texto corrigido às 13h38 para alterar o nome do livro A Coceira da Centopeia.

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