Instituto Ecofuturo festeja 15 anos
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Instituto Ecofuturo festeja 15 anos

Organização abriu 102 bibliotecas comunitárias em 12 Estados, que atendem 600 mil pessoas ao ano

Bia Reis

12 Dezembro 2014 | 19h01

Ecofuturoweb

102 bibliotecas comunitárias em 12 Estados; 600 mil pessoas atendidas nesses equipamentos por ano; 100 mil livros entregues às comunidades; e 5,6 mil pessoas formadas em oficinas de promoção de leitura, de gestão e sustentabilidade e de auxiliar de biblioteca. Os números revelam um pouco do trabalho e muito dos desafios do Instituto Ecofuturo, que neste mês completa 15 anos de existência.

Criado e mantido pela Suzano Papel e Celulose, o Ecofuturo desenvolve, entre outros, o projeto Eu Quero Minha Biblioteca, que foi relançado em abril deste ano. O objetivo é fazer valer a Lei 12.244/10, que determina que todas as escolas brasileiras – públicas e privadas – tenham uma biblioteca com um acervo de ao menos um título para cada aluno matriculado. O prazo para que a lei seja cumprida é 2020 – dez anos contados a partir de sua sanção.

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Christine Fontelles, diretora de Cultura e Educação do Ecofuturo, que está no instituto desde sua criação, conta que as primeiras bibliotecas nasceram ao redor de unidades da Suzano. Com o tempo, a localização foi expandida.

No site do projeto há um espaço para o cidadão informar o município e a escola que precisam de uma biblioteca pública. Para que o equipamento seja viabilizado, a prefeitura deve se responsabilizar pela reforma e manutenção do prédio e o salário dos funcionários, explica Christine.

O Ecofuturo ajuda o poder público a organizar a nova biblioteca, com parceria da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). “A FNLIJ seleciona 70% do acervo, que é comum a todas as bibliotecas que fazem parte da rede, e depois a comunidade escolhe o restante – pode ser gêneros ou títulos mesmo.”

Segundo Christine, a ideia é que a biblioteca seja um ponto de encontro para a leitura literária. “Não focamos em contação de histórias, teatro, fantoche ou distribuição de sorvete para atrair o público. Nossa prioridade é a leitura.” Depois de implementada, a biblioteca é conectada a outros equipamentos da rede do Ecofuturo, para a troca de formação e experiências.

Para os próximos 15 anos, Christine diz, brincando, que espera que o instituto desapareça. “O desejo de toda ONG é acabar, o que indica que os problemas foram resolvidos. Na verdade, espero que possamos trabalhar de outro jeito, em outro patamar, com outras questões.”

** Recentemente, o Ecofuturo disponibilizou em seu portal um material muito interessante, chamado Boas Práticas de Leitura em Bibliotecas Comunitárias Ler É Preciso, com relatos das bibliotecas da rede. Vale a leitura!

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