Flip expõe interesse do público adulto pela literatura infantil
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Flip expõe interesse do público adulto pela literatura infantil

Adultos lotaram Flipinha e participaram de debates paralelos com autores de literatura infantil, além de acompanharem mesas de temas políticos, como sobre o Fundo Nacional Pró-Leitura

Bia Reis

06 Julho 2015 | 16h06

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A 13ª edição da Flipinha acabou neste domingo, 5, e expôs o tamanho do interesse do público adulto pela literatura infantil.

A Ciranda dos Autores, realizada na Tenda da Flipinha – espaço com palco ao lado da Praça da Matriz, semelhante à Tenda dos Autores, dedicada à literatura em geral -, recebeu em muitos horários um público formado majoritariamente por adultos, deixando mediadores confusos. Afinal, o diálogo era com adultos ou crianças?

Luiz Ruffato e Claudio Fragata na Ciranda dos Autores, na Tenda da Flipinha

Luiz Ruffato e Claudio Fragata na Ciranda dos Autores, na Tenda da Flipinha

Funcionaram melhor as Rodas de Conversa ocorridas na Biblioteca Casa Azul, no antigo cinema do centro. Lá, com crianças da rede pública de Paraty e seus professores, os autores se sentaram pertinho dos seus leitores. Eles contaram histórias, leram livros, falaram da vida e responderam às perguntas das crianças, que os filmavam e fotografavam.

Tino Freitas e Alessandra Roscoe pertinho das crianças nas Rodas de Conversas

Tino Freitas e Alessandra Roscoe pertinho das crianças nas Rodas de Conversas

Eventos paralelos à Flip com autores de literatura infantil também estiveram cheios de adultos, que se emocionaram com contações de histórias e debateram processo criativo, ilustração, formação do leitor e mediação de leitura. A programação da editora Rocco, que levou Odilon Moraes, Alexandre Rampazo e Paula Browne, entre outros autores, foi um dos destaques. O Centro Cultural Sesc Paraty levou Tino Freitas e Roger Mello.

Alexandre Rampazo e Paula Browne na programação da editora Rocco

Alexandre Rampazo e Paula Browne na programação da editora Rocco

Roger Mello (à esq.) no Centro Cultural Sesc Paraty

Roger Mello (à esq.) no Centro Cultural Sesc Paraty

Outro ponto algo foram as discussões mais políticas, realizadas na Casa de Cultura de Paraty e na Câmara Municipal. A mesa aberta Fundo Nacional Pró-Leitura: Uma Política Necessária reuniu o deputado federal Rafael Motta (Pros-RN); o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura, José Castilho Neto; o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Torelli; e o coordenador do programa Prazer em Ler, do Instituto C&A, Vôlnei Canônica. Eles destacaram a importância do investimento governamental para a construção de um país leitor e discutiram os desafios que se impõem.

Fundo Nacional Pró-Cultura: Uma Política Necessária foi o tema de uma mesa aberta na Casa de Cultura de Paraty

Fundo Nacional Pró-Leitura: Uma Política Necessária foi o tema de uma mesa aberta na Casa de Cultura de Paraty

Na Câmara Municipal, outra mesa aberta – Eventos Literários: Como Contribuir para a Construção de Uma Sociedade Leitora – colocou lado a lado a diretora superintendente da Fundação Casa Azul (realizadora da Flip), Belita Costa Cermelli; a ex-coordenadora da Jornada de Passo Fundo (RS), Tania Mariza Rosing; a coordenadora do Fórum das Letras (MG), Guiomar Grammont; e a ex-coordenadora da Caravana dos Escritores, do Ministério da Cultura, a escritora Suzana Vargas. A discussão girou de torno do que faz um evento literário ser de fato relevante e com possibilidades reais de transformação.

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Da mesma forma que a organização da Flip acertou neste ano ao incorporar a ciência à programação, com o neurocientista Sidarta Ribeiro, acertará se, nas próximas edições, levar a literatura infantil para a Tenda dos Autores. Há, sim, adultos ansiosos pela discussão.

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