Estadão Acervo e a literatura infantil
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Estadão Acervo e a literatura infantil

Bia Reis

27 de maio de 2012 | 11h00

Em 1972, o lançamento de A Vaca Voadora, de Edy Lima (Edições Melhoramentos), foi apontado pelo Estado como fato que colocou, no Brasil, a literatura infantil no mesmo nível da produzida para adultos.

Na reportagem “No vôo da vaca amadurece a literatura infantil”, publicada em 7 de janeiro de 1973, no Suplemento Literário, o repórter Gilberto Mansur descreveu algumas das diferenças que havia entre a produção brasileira e a feita no exterior:

“Enquanto europeus e norte-americanos do nível de Milton Glaser, Seymour Chwast, Tomi Ungerer, Maurice Sendak, Ezra Jack Keats e muitos outros se dedicam regularmente a fazer ilustrações e textos para crianças, no Brasil, este gênero, considerado menor, chega às vezes a ganhar ares de atividade filantrópica ou de movimento de assistência social – uma tarefa para ser executada exclusivamente por senhoras idosas, que poderiam optar, por exemplo, entre fazer crochê, visitar obras de caridade ou escrever livros infantis.”

Hoje, o relato parece um tanto quanto preconceituoso, mas revela como, de fato, a literatura infantil era vista na década de 70 no País. Infelizmente, ainda tem gente que vê o gênero como algo menor. Já ouviram a expressão “livrinho de criança”?

O texto acima está em uma das 2,4 milhões de páginas que o Estado colocou na internet na semana passada. Trata-se da íntegra das edições publicadas desde 4 de janeiro de 1875, quando o jornal ainda se chamava A Província de São Paulo.

O endereço do Estadão Acervo é acervo.estadao.com.br.

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