Consumismo e burocracia
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Consumismo e burocracia

Bia Reis

14 de agosto de 2012 | 10h00

Coisa Perdida é a história de garoto colecionador de tampinhas de garrafa que, em uma de suas andanças, encontra uma estranha criatura, meio máquina, meio animal, com um jeito triste. Intrigado, ele resolve investigar. Se aproxima dela, começa a conversar e a brincar. As horas passam e para o menino fica claro que ninguém apareceria para buscá-la.

Ele tenta, então, dar um fim mais digno à coisa do que o ferro-velho. Pede ajuda às pessoas na rua, a um amigo que é o tipo de gente que tem opinião sobre tudo, aos pais. Mas eles estão tão ocupados com a própria vida, absortos em sua rotina, que mal lhe dão atenção.

No livro, o escritor e ilustrador Shaun Tan fala de maneira crítica, mas com muito bom humor, de uma sociedade consumista e burocrática. Caprichosos, os desenhos se misturam a outras técnicas, como colagem e pintura, em uma edição repleta de reproduções de antigos manuais técnicos.

Nascido em 1974 em Perth, na Austrália, Tan entrou no mundo da literatura ilustrando histórias de terror e ficção científica em revistas de pequena circulação. Com A Coisa Perdida, recebeu menção honrosa da Feira Internacional do Livro Infantojuvenil de Bolonha, na Itália, e o Children’s Book Council of Australia. A história inspirou o filme que leva o mesmo nome, vencedor do Oscar 2011 na categoria Melhor Curta de Animação (veja abaixo). Por aqui, também publicou A Chegada e A Árvore Vermelha.

 

Serviço
A Coisa Perdida
Escritor e ilustrador: Shaun Tan
Editora: SM
Preço: R$ 37