Coleção de pedras vira museu nas mãos do garoto Caio
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Coleção de pedras vira museu nas mãos do garoto Caio

Após um tropeço, menino passa a ter olhar especial sobre pedras. Texto de 'O Museu que Caio Inventou' é delicioso e cheio de ritmo

Bia Reis

12 de agosto de 2014 | 12h00

Crianças adoram fazer coleções, das mais variadas coisas. Alguns poucos carrinhos se transformam em muitos e, quando se vê, já viraram uma coleção. O mesmo pode acontecer com conchas, figurinhas e – por que não? – pedras.

Pedras são justamente os objetos escolhidos pelo personagem principal de O Museu que o Caio Inventou, da escritora Simone Bibian e da ilustradora Paula Kranz, lançamento da editora Pinakotheke.

O texto é delicioso, cheio de ritmo. Simone começa a história contando que um dia Caio tropeçou em uma pedra e, desde então, passou a olhá-la de um jeito especial.

“Andava prestando atenção
nas pedras de tropeçar e de chutar.
Nas que rolam desinibidas
e também nas enterradas, escondidas.”

Caio passa a estudá-las, a se interessar pelos diferentes materiais, e assim nasce a coleção. O menino descobre que os objetos nos trazem lembranças, recordações e são associados a sentimentos. E percebe também a curiosidade dos amigos diante de suas pedras de tamanhos e cores variados.

Cansado de dar explicações aos colegas sobre cada item da coleção, que não parava de crescer, Caio passa a escrever, em pequenos papeis, as informações sobre as pedras. Passa também a limpá-las.

Em um passeio com a escola a um museu de ciências, descobre que suas pedras formam mais que uma coleção. O que ele tem, na verdade, é um museu!

“Pois não recolhia, estudava
e organizava sua coleção?
E vivia colando, escovando e limpando.
Não seria isto, restauro e conservação?
Sua caixa de camisa, sala de exposição?
E, o mais importante:
exibia, orgulhoso,
seu acervo
para quem quisesse ver.
O Museu das Pedras
a partir de hoje iria ser.”

Uma tarde, um garoto chamado Pedro Rocha chega para reivindicar a coleção – afinal, argumenta, seu nome já diz tudo. E Caio tem de se livrar do garoto-problema.

A ilustradora Paula Kranz criou um menino envolvente, mas seus desenhos ficam muito presos à história contada pelo texto. A margem central divide muitas ilustrações, o que, em algumas páginas, acaba prejudicando as próprias imagens.

Serviço
O Museu que o Caio Inventou
Escritora: Simone Bibian
Ilustradora: Paula Kranz
Editora: Pinakotheke
Preço: R$ 32

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