‘Chega de Rosa!’ discute divisão de brincadeiras e gêneros
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‘Chega de Rosa!’ discute divisão de brincadeiras e gêneros

Bia Reis

17 Setembro 2013 | 17h28

Houve um tempo em que as meninas brincavam com bonecas e panelinhas e os meninos, com carrinhos e espadas. As garotas usavam cor de rosa, laranja e vermelho e os garotos, azul e verde. Os pais e as escolas ensinavam assim e a vida seguia. Mas, ainda bem, os costumes mudam. Hoje, as divisões de brincadeiras e gêneros não são tão estanques, apesar de ainda vermos críticas aqui e acolá quando meninos preferem panelas e meninas, aviões e trens.

É sobre isso que trata o livro Chega de Rosa!, da escritora Nathalie Hense e da ilustradora Ilya Green. Elas contam a história de uma garota que adora preto, gosta de insetos e dinossauros e destesta o rosa, as princesas, os laços e a maioria das referências do mundo feminino. “Minha mãe diz que sou um arremedo de menino. Ela quer dizer que sou como um menino, mas não um de verdade”, conta.

Um dia, ela vê um menino, o Augusto, brincando de fazer roupas para bonecos. Ela observa e, apesar de ouvir a mãe dizer que costurar é coisa de garotas, não acha que ele é um “arremedo de menina”. “Augusto é um menino de verdade”, fala.

A escritora questiona a divisão de brincadeiras e gostos de acordo com o sexo da criança e mostra como isso causa sofrimento naqueles que não seguem esse padrão.

Serviço
Chega de Rosa!
Escritora: Nathalie Hense
Ilustradora: Ilya Green
Tradutora: Rafaela Moreira dos Santos
Editora: SM
Preço: R$ 36