Como uma cédula de 100 cruzados novos aproximou educador da literatura
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Como uma cédula de 100 cruzados novos aproximou educador da literatura

No sexto e último episódio da série Quando a Literatura Transforma, Ruivo Lopes também fala sobre a importância dos livros para os jovens e seu trabalho de formação de leitores

Bia Reis

07 Dezembro 2016 | 18h03

ruivo

Entre o fim dos anos 80 e início dos 90, a escritora Cecília Meireles estampou as notas de 100 cruzados novos. Foi por meio dessas cédulas que o educador Ruivo Lopes, então um adolescente, teve contato com Cecília e com sua obra. “A literatura entrou bem tarde na minha vida. As condições não permitiram, mas também não me impediram. Criei as minhas próprias condições para me tornar um leitor”, conta Ruivo, que quando criança tinha em casa apenas dois livros: um de receitas e a Bíblia.

No sexto e último capítulo da série Quando a Literatura Transforma, Ruivo fala também sobre seu trabalho em uma biblioteca, onde cria programas de incentivo à leitura, e o papel que o livro deveria ter na vida dos adolescentes.

O primeiro episódio da série foi com o escritor e jornalista Caio Tozzi. Em seguida, a entrevistada foi Sidinéia Chagas, gestora de uma biblioteca comunitária que funciona dentro de um cemitério. O terceiro episódio foi com Tatiana Fraga, diretora do Espaço de Leitura do Parque da Água Branca; o quarto, com o estudante Andrei Silva, de 13 anos, uma das pessoas que mais retira livros da Biblioteca Parque Villa-Lobos; e o quinto, com escritor e educador Rodrigo Ciríaco.