Bienal de Ilustração da Bratislava premia o brasileiro Guilherme Karsten
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Bienal de Ilustração da Bratislava premia o brasileiro Guilherme Karsten

Neste ano, organização da Bienal recebeu trabalhos de 416 artistas de 47 países, totalizando 3.056 ilustrações. Graça Lima, ilustradora e professora da UFRJ, participou do júri na Eslováquia

Bia Reis

28 de outubro de 2019 | 08h00

O ilustrador Gustavo Karsten. Crédito: Arquivo pessoal

O ilustrador brasileiro Guilherme Karsten foi premiado na Bienal de Ilustração da Bratislava (BIB) na categoria Placa 2019 com o livro Aaahhh!, em que assina texto e imagens.  O júri, que tinha entre seus membros a ilustradora Graça Lima, também concedeu menção honrosa às Editoras Positivo, por Um Livro pra Gente Morar, com textos selecionados pela escritora e pesquisadora Sílvia Oberg e ilustrado por Daniel Cabral, e Companhia das Letrinhas, por Apesar de Tudo, de Dipacho. O resultado foi anunciado na sexta-feira, 25, na capital da Eslováquia.

Imagem de ‘Aaahhh!’, de Guilherme Karsten. Crédito: Reprodução

Publicitário de formação e especializado em Design Gráfico, Guilherme nasceu e mora em Blumenau (SC). O ilustrador, que completa 37 anos nesta terça-feira, 29, entrou no mundo da literatura para crianças após vencer um concurso de ilustração para novos autores realizado em 2010 pela Livraria da Vila.

Guilherme ilustrou mais de 20 livros – entre eles Enganos, em parceria com Ilan Brenman, que já esteve nesta Estante de Letrinhas – e em 3 deles também assina o texto. Com Agora (Editora Sesi), foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ilustração, em 2018. Com Carona, recebeu menção honrosa no Prêmio Internacional Serpa de Livro Ilustrado, de Portugal, em 2017.

De acordo com Graça, a BIB de 2019 recebeu trabalhos de 416 artistas de 47 países, totalizando 3.056 ilustrações.

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Neste ano, o Brasil participou com 11 ilustradores. Aqui, quem seleciona os profissionais é a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), que atua como seção brasileira do International Board on Books for Young People (Ibby). A Fundação também indica membros para o júri da Bienal.

Coordenada por Elizabeth Serra, secretária-geral da FNLIJ, a comissão que selecionou os ilustradores foi composta por Graça, que é professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), os também docentes Henrique de Souza (EBA/UFRJ), e Alexandre Guedes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e a designer Christiane Mello, diretora do Estúdio Versalete.

“A importância da BIB para o Brasil é muito significativa e todo o processo de seleção pode ser considerado um enorme prêmio, pois a cada etapa a representação brasileira teve, junto com o Irã, o maior número de representantes. Como membro do júri, acompanhei orgulhosamente todo o processo que legitima a qualidade da  produção brasileira. Nossa última premiação havia sido em 2007, com João Felizardo, da grande Angela Lago. Creio que este ano deixou a marca de um novo tempo de participação do Brasil”, contou Graça.

O Grand Prix 2019 ficou com o ilustrador Hassan Moosavi, do Irã, pelo livro Boxer.

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Outros premiados e o júri

Também foram premiados na categoria Plaque 2019 os ilustradores: Maja Kastelic, da Eslovênia, com Koozi; Chiki Kikuchi, do Japão, com Letter of the Scarlet Maple Leaves; André Letria, de Portugal, com Guerra (publicado no Brasil pela Editora Amelí); Anat Warshavski, de Israel, com The Restaurante at the Edge of the Pole – The Cooking Penguins.

Na categoria Golden Apple 2019 foram laureados: Janis Blanks, da Letônia, com Mole Cricket; Soojung Myung, da Coreia do Sul, com The Skirt that Spreads to the End of the World; Anton Lomaev, da Rússia, com Lullaby for a Small Pirate; Wen Dee Tan, da Malásia, com Lili, Circus of Monsters; e Chengliang Zhu, da China, com Don’t Le the Sun Fall.

Além das Editoras Positivo e Companhia das Letrinhas, receberam menção honrosa a Comoyoko Ediciones, do Equador, por A Ritmo Endiablado de Bomba (At the Evilish Rythm of the Drum, em inglês); e David Fickling Books, do Reino Unido, por Tornhill.

Além da brasileira Graça Lima, o júri da BIB neste ano foi composto por Ali Boozari, do Irã; Akoss Ofori-Mensah, de Gana; Emila Mohd Yusof, da Malásia; Alexejs Naumovs, da Letônia; Igor Olejnikov, da Rússia; Daniela Olejníková, da Eslováquia; Tatjana Pregl Kobe, da Eslovênia; Yuval Saar, de Israel; e Zhigeng  Wang, da China.

O Prêmio do Júri das Crianças, composto por Peter Uchnár, da Eslováquia, Cornelia Bredschneider & Katharina Guntzer, da Áustria, e Levi Pinfold, do Reino Unido, ficou com o ilustrador Svetozár Košický.

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** Texto atualizado em 3 de novembro de 2019

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