Autor de ‘O Menino do Pijama Listrado’ retrata tragédia familiar
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Autor de ‘O Menino do Pijama Listrado’ retrata tragédia familiar

Bia Reis

17 de fevereiro de 2014 | 10h00

Depois de escrever histórias comoventes como O Menino do Pijama ListradoNoah Foge de Casa e A Coisa Terrível Que Aconteceu Com Barnaby Brocket, o escritor John Boyne lança mais uma obra infantojuvenil: O Tormento.

Nele, Boyne conta a história de Danny Delaney, um adolescente que tem 12 anos, mora com os pais e sente falta do irmão mais velho, Pete, que viajou para outro país para fazer faculdade. De férias, aproveita o tempo livre para jogar bola e andar de bicicleta com o melhor amigo, seu vizinho Luke. Um dia, a mãe de Danny chega da rua escoltada por policiais, e a vida do garoto sofre uma reviravolta. Ela havia atropelado um menininho, que entra em coma e tem poucas chances de sobreviver.

A mãe deprime, se isola da família. O pai tenta em vão ajudá-la. E Danny fica perdido. O pai diz que a mãe não teve culpa pelo acidente, que o menininho atravessou a rua correndo, e Danny não consegue entender, então, por que a mãe se sente tão culpada.

Sozinho, Danny vai para a casa dos vizinhos. Alice Kennedy e o namorado são gentis, tentam confortá-lo, mas Luke parece não entender o quão delicada é a situação e diz ao amigo que ouviu que a mãe dele bebeu, atropelou e matou alguém.

Boyne narra a história sob o ponto de vista do garoto, que ora mostra suas dúvidas e seu senso de humor, ora relata o quão se sente perdido entre a mãe deprimida e o pai que o deixa para tentar ajudar a mulher. O livro retrata as diferentes reações que as pessoas de uma mesma família têm diante da dor provocada por uma tragédia e a maneira como elas reatam seus laços.

Serviço
O Tormento
Escritor: John Boyne
Tradutor: Carlos Alberto Bárbaro
Editora: Seguinte (selo jovem da Companhia das Letras)
Preço: R$ 27

Tudo o que sabemos sobre:

Menino do Pijama Listrado; John Boyne

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.