As três meninas velhinhas
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As três meninas velhinhas

Bia Reis

18 de maio de 2012 | 11h00

Era Uma Vez Três Velhinhas…, de Anna Claudia Ramos, nasceu para homenagear Marina, Mercedes e Virgínia, para falar da vida. Mas, com muita delicadeza, a autora trata também da morte.

O livro conta a história de três velhinhas que queriam continuar meninas, compartilhando generosidade e carinho. O tempo, porém, é inexorável…

Nas mãos do ilustrador Alexandre Rampazo, as três velhinhas ficaram divertidíssimas. Adoro especialmente a imagem da Marina sobre uma pilha de livros, na ponta dos pés.

Leia, a seguir, trechos da conversa com Anna Claudia:

O que surgiu primeiro: as personagens ou o tema?
As personagens. Escrevi a história numa tarde, num dia em que estava chateada. Pensei em fazer um livro para homenagear três pessoas que foram muito importante na minha vida – a minha avó Gigi (Virgínia); a Marina, bibliotecária com quem comecei a trabalhar; e a Mercedes, com quem também convivi bastante. Minha avó, aos 94, perguntava: “O que vai ser de mim quando a velhice chegar?”. Para ela, velhice era não conseguir se locomover, perder a independência. Ela morreu aos 104 anos.

No livro, você fala da morte com muita delicadeza…
É engraçado o rumo que um livro toma. Não escrevi para falar de morte, essa não foi a minha intenção. Queria tratar da vida, homenagear essas velhinhas.


Serviço:
Era Uma Vez Três Velhinhas…
Globo Livros
Escritora: Anna Claudia Ramos
Ilustrador: Alexandre Rampazo
Faixa etária indicada: 4 a 7 anos
Preço: R$ 28

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