Argentina Isol vence Prêmio Astrid Lindgren
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Argentina Isol vence Prêmio Astrid Lindgren

Bia Reis

26 de março de 2013 | 22h24

Por sua “capacidade de mostrar os absurdos do mundo adulto para as crianças”, a escritora e ilustradora argentina Marisol Misenta, a Isol, foi agraciada hoje com o Prêmio Astrid Lindgren (Alma) 2013, uma das mais importantes premiações da literatura infantil no mundo.

O juri justificou a escolha dizendo que Isol cria livros com imagens “sob a perspectiva das crianças”, que “vibram com energia e emoções explosivas”. “Tomando o claro ponto de vista das crianças como partida, ela aborda suas perguntas com uma expressão artística poderosa e oferece respostas abertas. Com humor liberador e rapidez, trata também dos aspectos mais sombrios da existência”, afirma o comunicado distribuído pela Fundação Astrid Lindgren, na Suécia. Isol receberá 549 mil euros, o equivalente a R$ 1,54 milhão.

Nascida em 1972, Isol estreou no mundo da literatura aos 25 anos, com Vida de Perros e desde então escreveu e ilustrou uma dezena de livros, publicados em mais de 20 países, além de ter colaborado com outros autores, principalmente com o poeta argentino Jorge Luján. Seu último livro, La Bella Griselda, é a história de uma princesa cujos pretendentes literalmente perdem a cabeça por ela.

A escritora contou à agência de notícias Reuters que foi acordada às 6h30 pelos organizadores do prêmio com a notícia. “É inacreditável. Estou tendo de resgatar o meu inglês, que está bastante enferrujado”, brincou.

A premiação. O Prêmio Astrid Lindgren reconhece escritores, ilustradores e iniciativas que incentivam a leitura. O objetivo do prêmio é potencializar e aumentar o interesse pela literatura infantil e juvenil no mundo e fomentar o direito das crianças à cultura. A premiação foi criada em 2003 pelo governo sueco, um ano após a morte da escritora Astrid Lindgren, criadora da popular Pippi Meialonga.

Isol passa a integrar a lista de premiados, que inclui o holandês Guus Kuijer (2012), a australiana Sonya Hartnett (2008) e o Banco do Livro da Venezuela (2007).

Depois do papa Francisco, os argentinos definitivamente conquistaram a Itália.

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