‘Alguém Para Jogar com Bóris’ aborda amizade e cumplicidade de um menino e seu porquinho
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‘Alguém Para Jogar com Bóris’ aborda amizade e cumplicidade de um menino e seu porquinho

História começa com o aniversário de Mateus e seus presentes: Bóris, um porco de estimação, e uma bola. Ilustrações são divertidas e delicadas, com colagens e sobreposições

Bia Reis

12 de maio de 2014 | 14h00

O escritor holandês Edward van de Vendel e o ilustrador belga Alain Verster escolheram o futebol como pano de fundo para falar da amizade entre um garoto e o seu porquinho, de respeito às diferentes e às dificuldades, de compreensão e amor, muito amor.

Em Alguém Para Jogar Com Bóris, recém-lançado pela editora Pulo do Gato, a história começa quando Mateus faz aniversário e ganha dois presentes: Bóris, um porco de estimação, e uma bola. O escritor descreve a cena de um jeito muito bonito. “Foi o melhor dia de sua vida (de Mateus). Mas foi também o melhor dia da vida de Bóris, porque nem era aniversário dele e, mesmo assim, ele ganhou um presente: Mateus.”

Menino e porquinho passam a fazer tudo junto: comer, roncar, ver televisão. Mas o que Mateus realmente gostava de fazer era jogar futebol. Explicava para Bóris: agora eu sou o atacante, e então você tem de tirar a bola de mim; agora eu sou zagueiro, e eu que vou pegar a bola de vocês. O porquinho, porém, não entendia o significado das palavras “atacante” e “zagueiro” e seu jogo preferido era rolar na lama. Mas ele tentava fazer o que Mateus lhe pedia.

O jogo não engrenava, e Mateus falava: “Tudo bem, Bóris. Não tem importância.” Apesar de compreender as dificuldades do porquinho, o menino ainda precisava de um adversário para jogar. Ele procura pela fazenda, mas seu pai e sua mãe estavam sempre ocupados e sua irmã era um bebê, pequena demais para jogar bola. Nem o cavalo Olavo nem as galinhas entravam no jogo.

Um dia, Mateus sai da fazenda para procurar adversários e Bóris o segue. Cansado depois de tanto andar, os dois se deitam em frente de um campinho cheio de lama. Quando Bóris acorda, percebe que o menino está jogando bola no campinho e descobre como pode ajudá-lo.

As ilustrações de Verster são divertidas e delicadas. Há muita colagem, sobreposições de imagens e cores suaves. Reparem nas cenas de puro afeto entre Mateus e Bóris e nos detalhes: há coelhos dentro de patins e muitas figurinhas de jogadores de futebol.

Serviço
Alguém Para Jogar Com Bóris
Escritor:  Edward van de Vendel
Ilustrador: Alain Verster
Tradução: Cristiano Zwiesele do Amaral
Editora: Pulo do Gato
Preço: R$ 33

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