O Grande Teatro do Mundo – “O Mito de Sísifo” de Albert Camus

O Grande Teatro do Mundo – “O Mito de Sísifo” de Albert Camus

Estado da Arte

01 de fevereiro de 2017 | 10h25

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Os deuses condenaram Sísifo a rolar incessantemente uma rocha até o cume de uma montanha de onde a pedra se precipitava por seu próprio peso. Eles pensaram com alguma razão que não há punição mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança.

A se crer em Homero, Sísifo foi o mais sábio e o mais prudente dos mortais. Segundo outra versão no entanto, ele se inclinava ao ofício de bandido. Eu não vejo contradição. As opiniões diferem sobre os motivos que lhe valeram ser o trabalhador inútil dos infernos. Reprovam-lhe antes de tudo alguma leviandade para com os deuses. Ele entregou seus segredos. Egina, filha de Asopo, foi abduzida por Júpiter. O pai, espantado com esta desaparição, se lamentou a Sísifo. Ele, que sabia da abdução, ofereceu-se para instruir Asopo, sob a condição de que este doasse agua à cidadela de Corinto. Aos trovões celestes, ele preferiu a benção da água. Ele foi punido nos infernos. Homero nos conta ainda que Sísifo acorrentou a Morte. Plutão não pôde suportar o espetáculo de seu império deserto e silencioso. Ele despachou o deus da guerra que libertou a Morte das mãos de seu conquistador. Confira na íntegra.

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