A consciência do amor em Proust, uma questão de espaço

Quando Proust pondera que o homem só se dá conta de maneira integral de sua realidade externa na mudança de posição fica fácil notar o quanto esse movimento é capital para os sentidos entre mente e o espaço que ela (mente) consegue captar, em especial ao narrá-los. Esses locais estão perdidos, já não fazem mais parte do que o narrador chama de sua “realidade”, e portanto sem mapa, sem localização precisa na imensa organização de seu romance.