Retrospectiva ilumina a trajetória múltipla de Yoko Ono
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Retrospectiva ilumina a trajetória múltipla de Yoko Ono

Celso Filho

30 Março 2017 | 17h36

Assim como o grupo Fluxus, do qual fez parte, Yoko Ono se dedica a questionar e repensar a relação entre o espectador e a arte. No caso da artista nipo-americana, sua principal expressão se dá por meio da performance. E é este o foco da retrospectiva ‘O Céu Ainda é Azul, Você Sabe…’, que inaugura neste sábado (1º), no Instituto Tomie Ohtake.

Com curadoria do crítico islandês Gunnar B. Kvaran, a exposição passou pelo Malba, de Buenos Aires, antes de chegar a São Paulo. Aqui, estarão objetos, vídeos, instalações e registros de suas performances históricas. O mote são suas ‘instruções’, nas quais a artista propõe ao público fazer ações, como “tentar não dizer nada negativo sobre ninguém, por três dias, por 45 dias, por três meses” ou “tocar uns aos outros”.

CRIAÇÃO: Yoko em instalação de 1967. Foto: Clay Perry/Yoko Ono

Para revisar a carreira de Yoko, também estarão registros de algumas de suas ações históricas. Uma delas é ‘Peça Corte’, performance da década de 1960, em que o visitante podia cortar um pedaço da roupa da artista.

Para o Brasil, será montada a instalação ‘Emergir’ com relatos de brasileiras sobre abusos domésticos. Os depoimentos podem ser enviados pelo WhatsApp (11) 98900-6773 ou e-mail estamosemergindo@gmail.com.

ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: Inauguração: sáb. (1º). 11h/20h (fecha 2ª). Até 28/5. QUANTO: R$ 12 (3ª, grátis).

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