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Villeneuve explora corrupção policial em ‘Sicario’

Rafael Sousa Muniz de Abreu

22 Outubro 2015 | 19h25

O canadense Denis Villeneuve não é diretor de um único tema. Se olharmos seus filmes em retrospecto, é possível observar enredos sempre distintos. Mas há um fio de estilo que une todos eles. Da adaptação de uma história fantástica de José Saramago, em ‘O Homem Duplicado’ (2013), aos segredos de uma família do Oriente Médio, em ‘Incêndios’ (2010), as constantes são tensão psicológica e um pesado clima emocional.

Em Sicario: Terra de Ninguém, indicado este ano à Palma de Ouro em Cannes, a trama poderia ser a de um filme de ação. Apesar disso, seguindo a tônica do cineasta, o resultado é mais dramático do que explosivo.

Kate (Emily Blunt) integra uma equipe do FBI que lida com sequestros. Ao descobrir, durante uma operação, vários cadáveres escondidos entre as paredes de uma casa americana, a trajetória profissional da agente toma novo rumo.

Os mortos são vítimas de um cartel de drogas mexicano, e é esse o alvo da força-tarefa da qual Kate passa a fazer parte. Apesar do grande escopo, a missão parece suspeita: o agente da CIA (Josh Brolin) e seu parceiro colombiano (Benicio Del Toro), que a acompanham na empreitada, escondem detalhes da operação, inclusive seu objetivo principal, ignoram regras e extrapolam limites éticos.
É esse desconforto de Kate que Dennis Villeneuve desenvolve num suspense de atmosfera densa e com algumas reviravoltas. Rafael Abreu

Confira o roteiro completo de cinema.

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