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Redação Divirta-se

02 de junho de 2011 | 18h35

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SURPRESA| Quanto menos se souber sobre o novo X-Men, melhor

Você só precisa saber de uma coisa sobre o novo filme dos X-Men: é o melhor já feito sobre o time de mutantes liderados por Charles Xavier. Se você puder confiar nessa afirmação e se blindar de todas as formas para não saber mais nada sobre o filme, melhor. Nem quem são seus protagonistas – tanto na história quanto no elenco. Porque não saber o que você irá assistir tornará a experiência ainda mais satisfatória.

Por isso, pare de ler agora se você não quiser nenhuma outra informação. Mas, se quiser seguir em frente, a primeira coisa que você precisa entender é que esse não é mais um filme sobre a equipe de mutantes que se comporta como uma cruza de ‘Barrados no Baile’ com ‘Quarteto Fantástico’. Esqueça o terceiro filme da série ou aquele só do Wolverine (dois lixos) – e não se preocupe, pois o ponto de partida da história não depende de nenhum deles. Não se preocupe nem se não tiver assistido a nenhum dos anteriores.

Basicamente porque X-Men: Primeira Classe (tradução ruim, deveria ser ‘primeira turma’) é o marco zero mutante. O filme bebe na fonte que rejuvenesceu as maiores franquias de ficção científica do cinema (‘Guerra nas Estrelas’ e ‘Jornada nas Estrelas’) com uma pitada da adaptação de ‘Watchmen’ para as telas. Sim, é o início da história dos X-Men, quando Charles Xavier ainda andava, tinha cabelo e começava a descobrir que existiam jovens que, como ele, teriam poderes sobrenaturais. E, sim, ‘X-Men: Primeira Classe’ é um filme de época.

Se passa nos anos 60 de ‘Mad Men’ e, como o seriado, resgata o glamour retrô dos filmes de James Bond para contar uma história cujos personagens são os primeiros mutantes do grupo e não heróis que já são conhecidos do público (um destes aparece rápido, mas é só uma ponta). Os protagonistas, Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), e o vilão Sebastian Shaw (Kevin Bacon) seguram o filme magistralmente, tanto na história quanto nas atuações. Programaço – para quem não tem preconceito com filme de ação, claro.

Alexandre Matias

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