Uma calcinha cor arco-íris por favor
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Uma calcinha cor arco-íris por favor

Redação Divirta-se

10 de dezembro de 2020 | 18h31

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Um tópico tem tomado grande parte dos meus pensamentos e noites nos últimos dias: o réveillon. Não, não me refiro a preocupação de onde vou passar, que roupa vou usar, muito menos a cor da minha calcinha (nem um arco-íris dá conta de todos os desejos para 2021).

A minha angústia vem das possíveis, e muito prováveis, cenas de aglomeração que virão com a virada – já prevejo as manchetes dos jornais na primeira semana do ano: “Última sexta-feira do ano tem praias lotadas em todo o País”, ao lado, uma foto com a praia de Copacabana sem nenhum espaço de areia sobrando entre os guarda-sóis, tal qual vimos no início de 2020, e tantos outros anos. Mas esse é diferente – dãr Renata, é apontar o obvio que 2020 foi um ano incomum, tá louca? – mas esse diferente vale pra noite do dia 31/12 também tá? Não custa lembrar.

Além do fato de este ser o assunto bem comentado com a proximidade da data, o gatilho dessa reflexão foi incitado por uma série de releases que chegaram a minha caixa de e-mails nas últimas semanas com informações sobre festas de fim de ano, com a seguinte frase em comum “não vai haver aglomeração”. Como funciona uma festa sem aglomeração? Eu realmente não sei. Mas se juntar o término de um ano terrível, taças cheias de espumante, possíveis fogos, música, e uma data tão celebrada no nosso País, a conta simplesmente não fecha.

Um pouco de alegria, leveza e comemoração – sobreviver a esse ano não foi nada fácil – é necessário (não sou tão amarga assim). Mas não joguemos a toalha, celebre com noção e reflexão. Sem querer, ficou profundo, mas difícil fugir desse clichê, mal aê.

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