Serei eu a tia chata?
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Serei eu a tia chata?

Redação Divirta-se

25 de dezembro de 2020 | 00h01

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

 

Jovens, simplesmente parem! Vocês não podem continuar vivendo como se nada acontecesse, ou como se você já tivesse feito a sua parte ficando em casa nos últimos meses e agora merecessem se divertir. Não é assim que funciona, não são férias escolares: batalharam o ano todo e agora podem fazer o que bem entenderem. A bronca vale também para você aí que está saindo, festejando, badalando, como se nada houvesse (também queria, mas não é o que acontece).

No último sábado, meu apartamento foi tomado por uma barulheira sem-fim. Era assim no passado, o bar bem embaixo da minha varanda ficava lotado todo fim de semana, já havia me acostumado. Mas, com a quarentena, o barulho do bairro foi embora. Por alguns meses, a paz reinou em Pinheiros.

Apesar da pandemia, aglomerações são constantes em bares de São Paulo. FOTO: Daniel Teixeira/Estadão

 

 

Fiquei observando o quão real aquilo era. Pessoas bebendo sem máscara, aglomeradas na calçada. A minha vontade era gritar: “vão pra casa, está rolando uma pandemia!”. E gritamos. Minha amiga sugeriu tacar um balde d’água, eu já estava preparada para abrir mão da tortilla do jantar e jogar ovos.

Nada contra o barulho (gostoso não é, mas escolha minha morar aqui). Já passei por muitos carnavais nessa varanda – muitos deles de plantão, e via todos alegres e felizes enquanto eu tentava dormir para trabalhar no dia seguinte – e aguentei silenciosamente o barulho. Não tinha por que estragar a festa dos outros, afinal, não estavam prejudicando ninguém de fato. Mas é tão claro o quão errado é fazer isso neste momento!

Pelo amor, fique em casa, abra um vinho, coloque uma música (não vou reclamar do som do vizinho), ligue para um amigo e troque uma ideia longa e prazerosa. Não me façam virar a tia chata que tem de ligar para a polícia para reclamar. Ops, acho que já virei… mas não estou nem aí. Bom Natal!

Tudo o que sabemos sobre:

aglomeraçãoPandemiacoronarívusbares

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.