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Pratique o novo afeto normal

Redação Divirta-se

19 de fevereiro de 2021 | 05h03

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Eu, uma pessoa mais inclinada para o lado frio no âmbito dos contatos humanos, nunca achei que sentiria tanta falta de um abraço ou um beijo despretensioso na bochecha. Isso tanto dos mais próximos, que amo, como daqueles encontros casuais na rua, que, pelo calor do povo brasileiro, sempre se transformam em ato de amor maior do que, de fato, é o sentimento por aquele mero conhecido da vida.

Abro aqui tal pensamento e vida privada para pontuar um costume que talvez as pessoas estejam retomando: os cumprimentos acalorados. O termo “novo normal” não tem as palavras “novo” e “normal” à toa. Ele é de fato um normal a ser usado sempre, ou pelo tempo em que o vírus estiver no noticiário sem a palavra extinta ao lado. É novo – nem tanto mais, já já batemos a marca de um ano em quarentena oficialmente –, mas era para estar bem difundido.

Mesmo com a vacina em território nacional – ou praticamente nem isso, já que os estoques estão acabando em muitas cidades do País –, não estamos nem perto de voltar à normalidade. Ou seja, se você me vir na rua por aí, por favor, não tente qualquer tipo de aproximação. Não quero parecer rude ou mesmo antipática. Nem irei pensar o mesmo de você. Sei que tal questão já parece óbvia, mas não é. O povo acha que só porque é amigo, está tudo bem… não, não está. Então, continue me cumprimentando de longe, mostrando seu amor com abraços imaginários e cômicos a distância.

O soquinho com cotovelos é tão divertido. O meu vem sempre acompanhado, sem querer, de um hang loose anos 80. Antes um mico do que uma maca.

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