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Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Redação Divirta-se

02 de outubro de 2020 | 05h32

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Tenho observado como, cada vez mais, algumas regras do “novo normal” parecem só valer do portão de casa para fora – usar máscaras, manter a distância, não cumprimentar com abraços, banhos de álcool em gel, todas aquelas medidas preventivas que já estamos cansados de ouvir, e eu de escrever aqui…

Quem mora em casa talvez não tenha passado por isso, afinal, essa já é a sua minibolha de covid-19. A reclamação desta semana é para aqueles que moram em prédios, como eu.

Por aqui, parece que um portal de imunidade se cria assim que a pessoa passa pelo portão. Nenhuma das regras que seguimos à risca na rua (e onde temos o temor dos olhares de reprovação dos outros) vale mais. Tira a máscara, bate-papo e aglomeração no hall, beijinho aqui, beijinho ali… Como vocês podem imaginar, lanço milhares de olhares de reprovação aos meus vizinhos e já conquistei minha medalha de chata do prédio (se bem que minha síndica é outra grande candidata por essa vaga, mas por outras desavenças – para citar apenas um exemplo, não podemos deixar os sapatos para fora do apartamento, vai entender).

Mas acho que o maior incômodo são os elevadores. Não dá, e nem precisamos, dividir um microespaço sem ventilação com outros. Acredite, eu já tive que pedir para um casal (acima de 60 anos) não entrar no elevador quando eu já estava lá dentro. Fizeram cara feia e puxaram a porta das minhas mãos – foi um prenúncio de barraco (nada perto daquele no restaurante nos Jardins, que preciso dizer, eu alertei que ia acontecer em algum momento). Se a quarentena nos ensinou uma coisa, foi a ter paciência: então, espere o próximo elevador. Não é isso que vai te matar, não é mesmo?

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