Pinacoteca explora a pintura de paisagem no continente americano
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Pinacoteca explora a pintura de paisagem no continente americano

Celso Filho

25 de fevereiro de 2016 | 16h41

Em 2015, a Pinacoteca visitou a pintura de paisagem por meio do acervo da Tate Britain e dos grandes artistas britânicos. Neste ano, é a vez do gênero ser abordado em proporções continentais em Paisagem nas Américas: Pinturas da Terra do Fogo ao Ártico, que inaugura no sábado (27).

Em uma parceria com a Art Gallery of Ontario e a Terra Foundation for American Art, a exposição contempla mais de um século de produção em 105 obras – reunindo nomes como Tarsila do Amaral, David Milne, Georgia O’Keeffe e María Izquierdo. “A mostra trata de como o gênero foi transplantado para a América e transformado pela história e pelas condições dos países americanos”, diz uma das curadoras, Valéria Piccoli. A seguir, o que o público encontrará na mostra.

ONDE: Pinacoteca. Pça. da Luz, 2, 3324-1000. QUANDO: 10h/17h30 (fecha 3ª). Inauguração: sáb. (27), 11h. Até 29/5. QUANTO: R$ 6 (sáb., grátis).

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Foto: divulgação

+ Das florestas tropicais à vida selvagem do oeste norte-americano, paisagens do continente foram representadas por expedições no século 19. Essas viagens e a relação desses artistas com a região são tema de uma sala. Nela, estão obras históricas: uma coleção de gravuras do alemão Johann Moritz Rugendas, um livro do naturalista Alexander von Humboldt e uma pintura do Canadá de Guido Carmignani (foto acima).

+ Na sala ao lado, a relação entre os colonizadores e o continente no século 19 também estão em destaque. Nas criações, estão retratados, muitas vezes de maneira romantizada, o relacionamento com os povos nativos americanos e os conflitos de fronteira. São o caso, por exemplo, de ‘Passagem do Chaco’, uma pintura de Pedro Américo sobre a Guerra do Paraguai, e das obras de William Hind com os índios norte-americanos.

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Foto: Isabella Matheus/divulgação

+ Com a chegada do século 20, as criações artísticas são influenciadas tanto pelo processo de urbanização quanto pelas vanguardas modernas. Em uma sala, estão reunidos grandes nomes do modernismo brasileiro e de outros países americanos. Um dos exemplares é a pintura ‘São Paulo’ (acima), de 1924. Na obra, Tarsila do Amaral retrata o Vale do Anhangabaú no início da verticalização da capital paulista.

+ Na ala final da mostra, as obras do século 20 apresentam uma nova relação de pertencimento dos artistas com sua terra. “Se no início há o artista criando um imaginário que é para todos, aqui as criações dizem respeito à relação mais íntima com a região”, diz Valéria. Entre os trabalhos, está uma paisagem de Minas Gerais de Tarsila, o Novo México de Georgia O’Keeffe ou o Ártico do canadense Lawren Harris.

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