Personagens femininas são destaque em novo drama produzido no Paraguai
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Personagens femininas são destaque em novo drama produzido no Paraguai

Humberto Abdo

30 de agosto de 2018 | 17h27

Foto: Luxbox

+ Herdeiras de famílias ricas do Paraguai, duas mulheres de cerca de 60 anos sobrevivem com a venda dos bens de sua mansão. Quando Chiquita (Margarita Irún) acaba presa por dívidas, Chela (Ana Brun) passa a prestar serviços de motorista para um grupo de senhoras abastadas.

Assim começa As Herdeiras, drama dirigido por Marcelo Martinessi – que, em 2016, chamou a atenção do júri no Festival de Veneza e recebeu o Leão de Ouro pelo curta-metragem documental ‘The Lost Voice’. Seu filme atual é uma coprodução brasileira que venceu três categorias no Festival de Berlim e também foi premiada como melhor longa estrangeiro no 46º Festival de Cinema de Gramado.

A crise financeira da dupla, assim como a ruptura forçada entre elas, ajuda a ilustrar as carências e privações das mulheres que fazem parte do enredo – nele, a presença masculina é quase inexistente e serve, no máximo, de figuração.

Foto Luxbox

Enquanto Chiquita convive com o ambiente de uma prisão feminina, Chela se vê atraída pela figura de Angy (Ana Ivanova), moça que conhece durante o trabalho. As novas rotina e ocupação parecem transformar seus interesses, embora a casa continue sendo esvaziada pelas compradoras interessadas nos móveis antigos e em tudo mais que puderem levar.

Nesse cenário, em que se destacam apenas as coisas que lhe foram tiradas, a personagem deve escolher entre simplesmente sobreviver ou, então, retomar um espírito de descoberta e aventura, esquecido há muito tempo. Humberto Abdo

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