Palco Giratório chega à 19ª edição com homenagem a Maria Alice Vergueiro; confira os destaques
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Palco Giratório chega à 19ª edição com homenagem a Maria Alice Vergueiro; confira os destaques

Redação Divirta-se

04 de agosto de 2016 | 17h58

Júlia Corrêa

A 19ª edição do Palco Giratório traz a São Paulo grupos de 15 Estados do País; espetáculos de teatro, dança e circo integram a programação

Em 2016, o Palco Giratório, tradicional festival de teatro itinerante, chega à 19ª edição. Até o fim de agosto, 20 grupos de diversos Estados se apresentam em unidades paulistas do Sesc. Além da capital, participam cidades próximas, como Santo André, Osasco e Campinas.
A programação inclui espetáculos de teatro, dança e circo. Destes, 15 trabalhos são inéditos em São Paulo. Durante o evento, há ainda palestras, oficinas e bate-papos sobre artes cênicas.
Neste ano, a grande homenageada é a atriz Maria Alice Vergueiro, que, aos 81 anos, participa com a peça ‘Why The Horse?’, em que ela não somente atua como também dirige.

O FESTIVAL EM NÚMEROS

– 4, 5 milhões de pessoas é a soma de espectadores de todas as edições do Palco Giratório, conforme estimativa divulgada pela organização do festival;
– 7.696 é o número de apresentações em diferentes linguagens artísticas que o evento já levou às instalações do Sesc, a praças e a espaços urbanos de vários Estados do Brasil;
– 253 grupos de teatro já participaram do festival, que dá a chance de montagens regionais divulgarem seu trabalho pelo País.

ENTREVISTA COM MARIA ALICE VERGUEIRO, HOMENAGEADA DA EDIÇÃO

Fotos: André Stefano. 11 95218.7116 Instigada pelo tema da morte e reconhecendo seu próprio e natural receio diante do fim, bem como a força artística que a envolve, Maria Alice Vergueiro convocou seus parceiros de grupo Pândega de Teatro para a criação de um espetáculo em que pudesse ensaiar seu derradeiro momento. Aos 80 anos e mais de 50 de palco, a atriz não pensa em parar:

Foto: André Stefano/Div.

Como a senhora vê essa homenagem e qual sua impressão sobre o Palco Giratório?
Achei muito gentil da parte da organização, do Danilo Miranda, que foi o responsável pela indicação. Estamos viajando há um tempo, faltam apenas algumas cidades. Cada plateia, de cada Estado, registra uma genuinidade – todas muito bem formadas sobre os temas que levantamos.

Fale mais sobre ‘Why The Horse?’.
É mais uma performance do que uma peça, o que nos garante mais liberdade. Não ficamos presos ao texto e à dramaturgia, embora um dramaturgo nos acompanhe. Eu trago um pouco de ‘Pas Moi’, do Beckett, espetáculo que fiz em 1986. O tema é a morte, e tentamos tirar o humor disso, sem mostrar só a parte trágica. No final, o público vem me cumprimentar, como se o palco fosse o lugar do velório.

Em 2016, seu vídeo ‘Tapa na Pantera’ completa dez anos. Como avalia a repercussão?
O Youtube estava no início, ainda não existia esse formato de um ator manipular o público, que não sabia se era verdade ou não. Ficou muito original. O vídeo tem milhões de visualizações. Em Portugal, ainda hoje faz muito sucesso.

NO PALCO E NO PAPO
Maria Alice Vergueiro convocou seus parceiros do grupo Pândega de Teatro para Why The Horse?, espetáculo que fala sobre o fim da vida. No palco, a atriz encena seu próprio velório. As sessões (60 min.; 16 anos) ocorrem dias 19/8 e 20/8, às 20h, e dia 21/8, às 19h, no Sesc Santo André. No dia 21/8, às 14h, na mesma unidade, o grupo realiza um bate-papo gratuito sobre tradição e experimentação.

 

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Foto: Vlademir Alexandre

Foto: Vlademir Alexandre/Div.

Jacy – Grupo Carmin (RN)
Uma frasqueira encontrada com vestígios de uma mulher de 90 anos levou o grupo Carmin (RN) a investigar sua história. Em Jacy (foto acima), mostra-se a vida de uma senhora que vivenciou importantes conflitos políticos e morreu sozinha. 60 min. 12 anos. Sesc Pompeia. 6/8, 21h; 7/8, 19h.

Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas – Cia. Stravaganza (RS)
A Cia. Stravaganza (RS) apresenta, na peça Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas, revelações por trás de um atropelamento aparentemente banal. A partir do olhar de diferentes testemunhas, a trama evolui como um quebra-cabeça – e mostra que algo mais terrível vai ocorrer. Dir. Fernando Kike Barbosa. 55 min. 14 anos. Sesc Bom Retiro. 13/8, 21h; 14/8 , 18h.

Cachorros Não Sabem Blefar – Cia. 5 Cabeças (MG)
A Cia. 5 Cabeças (MG) completa sete anos em 2016. Cachorros Não Sabem Blefar (foto abaixo), mais um trabalho que flerta com o teatro do absurdo, mostra as manias de cinco desconhecidos presos em um mesmo ambiente. Dir. Byron O’Neill. 55 min. 14 anos. Sesc Pinheiros. 11/8 e 12/8, 20h30.

Foto: Marco Aurélio Prates/Div.

Foto: Marco Aurélio Prates/Div.

Oficina de Circo para Jovens e Adultos – Cia. Nau de Ícaros (SP)
A Cia. Nau de Ícaros (SP) promove, nos dias 10/8 e 11/8, às 15h, oficina gratuita de circo para jovens e adultos, ensinando técnicas de suspensão. Nos dias 13/8 e 14/8, às 18h, o grupo também apresenta o espetáculo infantil A.N.J.O.S, que mistura sonho e realidade, a partir de um jogo de sombras e reflexos. Sesc Belenzinho.

O Rato – Pivete Cia. de Arte (PR)
Em O Rato, peça da Pivete Cia. de Arte (PR), um bebê e um rato disputam uma barra de chocolate. Tais figuras, que representam o sublime e o grotesco, revelam a importância da tolerância. Dir. Alfredo Gomes. 60 min. Livre. Sesc Itaquera. 20/8, 14h; 21/8, 13h. Grátis.

mulher com flor

Foto: divulgação

Adaptação – Cia. Teatro do Açúcar (DF)
Adaptação (foto acima), da Cia. Teatro do Açúcar (DF), reúne personagens em transição – entre eles, um diretor teatral frustrado que muda de profissão e uma atriz que tem de se acostumar à cidade grande. Direção e interpretação: Gabriel F. 60 min. 10 anos. Sesc Pinheiros. 24/8 e 25/8, 20h30.

Oramortem – in-Próprio Coletivo (MT)
Em Oramortem, o in-Próprio Coletivo (MT) contrasta morte e vida, a partir do encontro entre uma velha e um menino. No palco, com o recurso de um espelho d’água, cria-se a metáfora: o corpo da senhora transborda, e o espaço inundado fica na iminência de derramar. Livre. 40 min. Sesc Santana. 27/8, 21h; 28/8, 18h.

Foto: Sandro Marandueira

Foto: Sandro Marandueira/Div.

Yi Ocre – Grupo Corpo de Arte Contemporânea (AM)
O título Yi Ocre une o termo SaterêMawe para ‘pulso vital’ e aquele que descreve a cor do barro amazônico. No espetáculo (foto acima), o grupo Corpo de Arte Contemporânea (AM) busca exprimir tal simbiose, nesta junção entre homem e meio. 60 min. Livre. Sesc Santo Amaro. 23/8 e 24/8, 21h.

A CasatóriaC’a Defunta – Cia. Pão Doce de Teatro (RN)
A CasatóriaC’a Defunta, peça da Cia. Pão Doce de Teatro (RN), conta a história do medroso Afrânio. Noivo da romântica Maria Flor, ele se casa acidentalmente com a fantasmagórica Moça de Branco, que o leva para o submundo. A direção é de Marcos Leonardo. 60 min. Livre. Sesc Interlagos. 24/8 e 25/8, 15h. Grátis.

 

SERVIÇO

ONDE: Sesc Belenzinho (R. Padre Adelino, 1.000, 2076-9700). Sesc Bom Retiro (Al. Nothmann, 185, 3332- 3600). Sesc Interlagos (Av. Manuel Alves Soares, 1.100, 5662-9500). Sesc Itaquera (Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1.000, 2523-9200). Sesc Pinheiros (R. Paes Leme, 195, 3095-9400). Sesc Pompeia (R. Clélia, 93, 3871-7700). Sesc Santana (R. Luiz Dumont Villares, 579, 2971-8700). Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505, 5541-4000). Sesc Santo André (Tamarutaca, 302, 4469-1200). QUANTO: R$ 6/R$ 20 (alguns espetáculos são gratuitos). QUANDO: Até 28/8.

 

 

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