‘O Motorista de Táxi’ mostra Coreia do Sul durante golpe militar na década de 1980
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‘O Motorista de Táxi’ mostra Coreia do Sul durante golpe militar na década de 1980

André Carmona

11 de janeiro de 2018 | 20h08

Foto: California Filmes

Protagonista do filme O Motorista de Táxi, Man-seob (Song Kang-ho) percorre as ruas de Seul, na Coreia do Sul, na virada para os anos 1980, tentando driblar os empecilhos da vida cotidiana. O país sofre com um golpe militar, e protestos eclodem por todas as partes. Mas este é, aos olhos do taxista, o menor dos problemas.

O homem é viúvo, tem uma filha de 11 anos para criar e, pelo menos, quatro meses de aluguel atrasado. Apesar da falta de dinheiro, ele encara tudo com otimismo. Quando surge a proposta de um estrangeiro, que quer ir para a cidade de Gwangju – conflagrada desde o golpe –, o taxista coreano não pensa duas vezes. Afinal, a quantia seria suficiente para quitar boa parte de suas dívidas.

O que ele não sabe, porém, é que o alemão (Thomas Kretschmann) é um jornalista investigativo que está tentando adentrar uma zona de conflito, durante o episódio que seria conhecido como o ‘Massacre de Gwangju’. Estimativas sugerem que ao menos 165 pessoas morreram em 13 dias de protestos. Com direção de Hun Jang, o longa narra a difícil descoberta de um cidadão alienado às questões políticas de seu país.

À medida que a história avança, o protagonista vai se dando conta da realidade que o cerca. O mérito do diretor é apresentar personagens complexos, em uma trama intrincada, que se alterna entre o drama, a comédia e a ação. Merecidamente, o filme de Hun Jang está na pré-seleção do Oscar 2018. Confira salas e horários de exibição.

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