As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O combinado não sai contaminado

Redação Divirta-se

23 de outubro de 2020 | 05h06

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Vejo que o mundo atualmente (talvez o mundo não, mas a minha bolha) está dividida em três grupos. Aqueles que seguem em isolamento total, saindo de casa apenas para as tarefas corriqueiras e evitam ao máximo o contato com o mundo externo; os que não abriram a porteira por completo, mas já permitem encontros ocasionais; e aqueles que nem se lembram mais do tempo em que chegar do mercado significava dar banho no cacho de bananas e já lotam bares e dão beijinho na bochecha.

Não estou aqui (hoje) para julgar a escolha de cada um, você sabe muito bem o que faz da própria vida, desde que não coloque o outro em risco. E eis a questão. Reprovo o comportamento específico da turma da quarentena mezzo/mezzo: a falsa inocência. Ou melhor, a dupla personalidade “quarentener”. Aqueles que dizem estar se resguardando dentro dos limites do bom senso (fingindo fazer parte do grupo dois, no caso), mas que, no fundo, estão pulando de galho em galho sem assumir as escapadelas para si mesmos, nem para os colegas que têm encontrado. Isso não é legal. Quer sair e fazer o que quiser? Beleza. De novo, a conta é sua. Mas assuma, e não porque alguém pode ou não te julgar por isso, mas pelo risco que você impõe ao outro que está lá fazendo o seu melhor para ser feliz e saudável em tempos tão infelizes.

O ponto é: seja honesto com você e com o coleguinha. Se você foi numa festa (pelo amor de Deus, não), ou encontrou um grupo grande, dá aquela antecipada para o amigo que topou te encontrar. Ele, assim, pode avaliar se quer ou não se colocar nesta situação.

Então, vamos combinar: o combinado não sai contaminado.

Tudo o que sabemos sobre:

CoronavírusQuarentena

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: