‘O Animal Cordial’ explora violência e tensão em thriller à brasileira
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‘O Animal Cordial’ explora violência e tensão em thriller à brasileira

André Carmona

09 Agosto 2018 | 15h30

Murilo Benício em ‘O Animal Cordial’. Foto: California Filmes

É fim de noite, em São Paulo, quando os últimos dois clientes adentram o restaurante de Inácio (Murilo Benício). O clima no local não é dos melhores. Apesar da aparente sofisticação, o estabelecimento está em decadência. Os funcionários – entre eles, o chef de cozinha trans Djair (Irandhir Santos) – estão claramente insatisfeitos com o modo como Inácio os trata. Já é tarde e todos deveriam estar de saída. Mas a equipe é forçada pelo proprietário a servir esses últimos fregueses.

Quem assiste aos primeiros minutos de O Animal Cordial, longa de Gabriela Amaral Almeida, pode pensar que se trata de um drama. Um drama envolvendo personagens de origens e estilos diferentes, que precisam encarar uma situação incômoda do cotidiano laboral. Não é bem assim.

De repente, dois assaltantes armados invadem o restaurante, tomando todos os presentes como reféns. Em meio à situação caótica, Inácio enxerga, então, uma oportunidade. Para quê? Dizer isso seria um ‘spoiler’ daqueles. Mas o fato é que as ações do homem darão uma guinada no enredo do filme, que se transforma em thriller – gênero pouco comum no cinema nacional.

A partir daí, tudo aumenta: a tensão, a violência e, sobretudo, a sensação de incerteza. Não serão raros os espectadores que se perguntarão onde aquilo vai parar.

E muito por conta da trilha sonora e também da impecável fotografia, que reforça o conceito do filme por meio de ‘closes’ e contraposições de cores e planos. Destaque para a atuação de Benício.

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