Nossos pets fazem bem à saúde
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Nossos pets fazem bem à saúde

Redação Divirta-se

18 de maio de 2020 | 03h00

Cris Berger

Guia Pet Friendly

Coronavírus, isolamento social, álcool em gel e máscara. Salários reduzidos, trabalhos cancelados e reservas financeiras sendo consumidas. Noticiários com números de mortes, contaminados e receio iminente de lockdown. Saudades do ontem, medo do agora e dúvidas sobre o amanhã. Tudo junto e misturado: é o que temos para hoje.

O coração dispara, o músculo tensiona e a pupila dilata. Grande parte das pessoas no mundo está sentindo neste período da quarentena sintomas relacionados à angústia e ansiedade.

Ella com seu colete de suporte emocional. Foto Cris Berger/Guia Pet Friendly

Mas, no meio disso tudo, vem aquele rabo abanando, o olhar que acalma e o amor incondicional que só um pet pode dar. Você sabia que nossos cães e gatos são um grande suporte emocional? E isso não é mero relato do que vivo com a Ella (minha sharpei-filha). Estudos científicos mostram que os bichinhos de estimação amenizam a sensação de solidão e depressão. Em contato com os animais, nosso organismo produz hormônios como a ocitocina, prolactina e serotonina. A consequência? Nosso humor melhora e, consequentemente, ficamos mais felizes. E tem mais: os pets são responsáveis por reduzir o nível de cortisol que causa o estresse.

A psicóloga Juliana Bastos, especializada em terapia cognitiva e comportamental, mestre em educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ressalta que a vivência com os animais reduz dores, aumenta a imunidade e a atividade cerebral e potencializa emoções positivas. “A literatura científica reconhece que a presença dos pets é uma terapêutica não farmacológica muito eficaz, pois eles nos ajudam a canalizar nossas emoções e dar um sentido para nossas vidas”, diz a pedagoga, que também é “mãe da pet” Maria Flor.

Mesmo antes de estar ciente da comprovação científica, eu já desconfiava do poder curativo e calmante da Ella. Sinto paz ao seu lado. Desenvolvemos uma parceria e cumplicidade impressionantes. Se ela não pode ir à um programa, perco a vontade. Simplesmente, não vejo sentido.

Isso me fez lembrar do nosso réveillon. Deixei de ir à uma festa porque pets não eram permitidos. Ficamos, eu e a Ella, em casa vendo um filminho. Na virada a abracei, dei um beijo e disse: quem sabe ano que vem, Ellinha? Quando o mundo entender que os pets só fazem bem e merecem estar em todos os locais com a gente.

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