Não toca no meu mamão
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Não toca no meu mamão

Redação Divirta-se

06 de agosto de 2020 | 16h00

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia    

“Mas vão incentivar isso?” Foi a primeira reação que recebi ao contar que a partir de agora eu teria um espaço semanal para “reclamar” sobre situações do cotidiano, com enfoque especial no tal “novo normal”. Reclamar não, porque evidenciar o que fazem por aí de bizarro não é reclamar, e sim, simplesmente, apontar o absurdo. É absurdo andar na rua sem máscara, é sim… assunto resolvido, nem voltaremos a ele. É absurdo ficar de máscara, face shield, e tudo mais, mas mesmo assim sair tocando tudo e todos, inclusive no avocado no mercado para saber que está bom para fazer sua toast? Sim, é bem surreal.

Não precisa apalpar o mamão, mesmo de luva. Foto Tiago Queiroz/Estadão

Verde-claro, meio desbotado, não está no ponto ainda, escuro tá bom, ou quase bom (enrole no jornal, você espera). Dificilmente ele vai estar passado – falo de um lugar de experiência. Ponto, sem discussão, não toque em todos e depois passe para fazer o mesmo com os mamões (evite os que estiverem com muitas manchas escuras, prefira os com tom amarelo e alaranjados).

Tá ai. Você pode aproveitar e aprender mais uma coisa nessa quarentena: os pontos das frutas. Não ficou horas assistindo as lives de bancos de investimento sobre como investir na bolsa sozinho? Tão importante quanto (eu facilmente diria que mais). Me impressiono muito mais com uma pessoa que acerta na escolha da fruta madura no sacolão do que com um debate sobre a importância da queda da bolsa. Mas aí, cada um com sua tara, tá tudo bem, sem julgamentos (talvez um pouco). Só não toque no meu mamão. Mesmo de luva, porque se você não troca a luva a cada apalpada, ou passa álcool em gel nelas, é a mesma coisa que a sua mão, mas isso já é assunto para próxima semana. Pelo jeito, vai ser fácil.

 

Mamão no sacolão: olhar sem tocar. Foto Mônica Zarattini/Estadão

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