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Nani Moretti dirige o comovente ‘Mia Madre’, em que também atua

Redação Divirta-se

17 de dezembro de 2015 | 15h01

 

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

A mãe, em estado terminal, velada por dois irmãos – Nanni Moretti e Margherita Buy. Este é o plot de Mia Madre, o novo e comovente filme de Moretti, autor de ‘Caro Diário’, ‘Habemus Papam’ e ‘O Quarto do Filho’, entre muitos outros.

Moretti também atua, mas permanece em posição secundária no elenco em relação à grande Margherita Buy, que interpreta sua irmã, a cineasta Margherita (sim, mesmo nome da atriz). Ela está às voltas com uma filmagem complicada, sente-se insegura, ainda mais com a chegada de um ator ítalo-americano temperamental, John Turturro, que deverá ser seu astro.

O ‘filme’ de Marguerita fala de lutas operárias nesses tempos inglórios de neoliberalismo. É o toque político de Moretti, neste que é um filme basicamente intimista.

O cerne é a decomposição psicológica de Margherita, que precisa atender à mãe, acompanhar sua agonia, e, ao mesmo tempo, administrar uma vida que lhe parece uma carga progressivamente insuportável.

Discreto ao seu lado, o personagem de Moretti, Giovanni, acompanha tudo. Ele também é um contêiner de problemas, mas procura dar força à irmã.

Do ponto de vista humano, o filme é tocante. Pelo lado cinematográfico, vemos nele um diretor em posse de todos os recursos de linguagem para fazer de dramas particulares, sentimentos universais. Grande filme de Moretti, mais uma vez. Luiz Zanin Oricchio

 

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