Melhores do Ano: Divirta-se elege as atrações que marcaram São Paulo em 2019
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Melhores do Ano: Divirta-se elege as atrações que marcaram São Paulo em 2019

Redação Divirta-se

19 de dezembro de 2019 | 17h40

Em nosso Melhores do Ano, especialistas (de dentro e fora do Estadão) elegem as boas opções culturais e gastronômicas de 2019

FILAS: mostra sobre Tarsila do Amaral no Masp. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Fim de ano é tradicionalmente uma época de relembrar o que foi vivido e fazer balanços a respeito do que passou. Aqui, no Divirta-se, isso também ocorre. A diferença é que nossas memórias são as atrações que foram destaque nas edições semanais ao longo de todo o ano. E o resultado desse balanço é o também já tradicional Melhores do Ano, em que convidamos especialistas de diferentes áreas para eleger o que de mais bacana passou por São Paulo.

Como sempre, foram escolhidos destaques em oito diferentes categorias. São elas: Shows Nacionais; Shows Internacionais; Exposições; Gastronomia; Filmes Nacionais; Filmes Internacionais; Teatro Adulto; e Teatro Infantil.

Cada jurado votou em atrações para ocupar os postos de 1º, 2º e 3º lugares, acompanhados de uma breve justificativa. Para chegar aos eleitos, foi usada a seguinte regra: a cada voto de 1º lugar, a atração ganhou 3 pontos; já o 2º lugar teve 2 pontos; e o que ficou em 3º lugar recebeu 1 ponto.

Se mais de uma atração acumulou o mesmo saldo final de pontos, foi utilizado como critério de desempate o número de vezes que ela foi citada por todos os jurados. Se, mesmo assim, o empate persistiu, os candidatos dividiram a colocação. Geralmente, empate não é visto com bons olhos – mas, neste caso, ele é sempre uma prova de como São Paulo tem uma ótima oferta cultural e gastronômica.

EXPOSIÇÕES

1º lugar: Tarsila Popular

2º lugar: Entrevendo – Cildo Meireles

3º lugar: Histórias das Mulheres: Artistas Antes de 1900

Foto: Jaime Acioli

ANTONIO GONÇALVES FILHO, Editor do Aliás

1º lugar: Histórias das Mulheres: Artistas Antes de 1900. “Feliz reunião de extraordinárias pintoras de séculos passados com artistas têxteis que abriam caminho para precursoras em várias áreas. Um marco nas exposições do Masp.”

2º lugar: Entrevendo – Cildo Meireles. “A retrospectiva reuniu no Sesc Pompeia algumas de suas maiores criações, como Missão, Missões, e ainda apresentou obras inéditas no País, como a instalação Amerika (1991-2013).”

3º lugar: Miguel Bakun. “O pintor recebeu duas grandes homenagens este ano, mas sua individual na Galeria Simões de Assis se destaca por exibir telas pouco conhecidas do paranaense, morto em 1963, finalmente reconhecido.”

ARACY AMARAL, Crítica de arte

1º lugar: Tarsila Popular. “A grande pintora dos anos 1920, autora da fase Pau Brasil e das impactantes telas do período dito antropofágico, foi sucesso absoluto. A retrospectiva foi uma forma de aprender a identificar um artista nacional e sua obra.”

2º lugar: Entrevendo – Cildo Meireles. “Cildo projeta seu saber com exercícios de memória, transpondo seu pensamento através do espaço. Cria imagens e ações indutoras de mensagens para o espectador, sempre com rara sensibilidade.”

3º lugar: Oswaldo Goeldi. “Artista de excepcional excelência revelado em retrospectiva que valoriza seu rigoroso fazer gráfico. Teve, nesta mostra, a possibilidade de poder ser apreciado desde os primeiros anos de sua produção.”

JÚLIA CORRÊA, Repórter do Divirta-se

1º lugar: Histórias das Mulheres: Artistas Antes de 1900. “Um verdadeiro privilégio ver reunidas obras de nomes como Artemisia Gentileschi, Lavinia Fontana e Sofonisba Anguissola – criadoras nem sempre em destaque na história da arte.”

2º lugar: Tarsila Popular. “Já era hora de Tarsila ter suas obras exibidas em conjunto – e as longas filas que se formaram para visitar a mostra confirmaram o interesse do público em revisitar uma trajetória que tanto revela sobre o nosso País.”

3º lugar: Estética de uma Amizade: Alfredo Volpi & Bruno Giorgi. “Impactante diálogo entre dois grandes nomes de nosso modernismo, em equilibrado (e, por vezes, surpreendente) encontro de temas, cores e formas.”

MARIO GIOIA, Curador independente e crítico de arte

1º lugar: Tarsila Popular. “Com visitação expressiva, a exposição sedimenta a atual proposta curatorial da instituição (Masp) e rediscute a noção de popular na obra da artista-chave do modernismo nacional.”

2º lugar: Entrevendo – Cildo Meireles. “O mais importante artista contemporâneo do Brasil em tour de fôlego, com projetos inéditos e obras não vistas faz muito, dentro da icônica construção de Lina Bo Bardi (Sesc Pompeia).”

3º lugar: Aprendendo com Miguel Bakun – Subtropical. “Surpreendente perspectiva de artista sem a visibilidade que merece dentro da história da arte do País, com criativas relações com nomes contemporâneos.”

GASTRONOMIA

1º lugar: Banzeiro

2º lugar: Cepa

3º lugar: Murakami

Foto: Chef do Banzeiro, Felipe Schaedler traz para São Paulo as riquezas da região amazônica

BEATRIZ MARQUES, Jornalista especializada em gastronomia

1º lugar: Murakami. “Um dos principais nomes da cozinha japonesa no Brasil agora trabalha ao lado da família e se mostra mais maduro na criação de pratos contemporâneos, mas calcados na tradição, de técnica impecável e qualidade indiscutível.”

2º lugar: Cepa. “Restaurante de bairro que todo bairro gostaria de ter. Despretensioso, com preços acessíveis, ótimos curados, embutidos e conservas feitos na casa. Ainda aposta na sazonalidade de ingredientes e vinhos naturais e biodinâmicos.”

3º lugar: Charco. “Nesta casa focada na brasa e com influência sulista, Tuca Mezzomo e Nathalia Gonçalves vão além do churrasco, com combinações inusitadas de alto nível, proporcionando refeição equilibrada do começo ao fim.”

LUCINÉIA NUNES, Repórter do Divirta-se

1º lugar: Banzeiro. “Felipe Schaedler exalta as riquezas da região amazônica neste endereço elegante no Itaim. Sua comida é primorosa, reconfortante, tem sabores potentes e os ingredientes (especialmente peixes) são tratados com o devido cuidado.”

2º lugar: Cepa. “A informalidade é a tônica da casa, na qual a única pretensão vem da cozinha: autoral, experta, técnica e fresca. Um lugar simples e agradável, com tudo feito lá, desde os ótimos pães e compotas até as carnes curadas.”

3º lugar: Murakami. “O chef Murakami volta a brilhar em restaurante tocado pela família, onde serve apenas menu-degustação (e para poucos). Um deleite. Cozinha japonesa com ingredientes de primeira e combinações que surpreendem.”

PATRÍCIA FERRAZ, Editora do Paladar

1º lugar: Banzeiro. “Sabores da floresta, peixes dos rios, cardápio regional surpreendente. Foi a grande inauguração do ano. Felipe Schaedler transita entre o melhor da culinária tradicional manauara e o melhor da cozinha contemporânea autoral.”

2º lugar: Murakami. “São só 12 lugares no balcão, não tem sushi e ninguém escolhe o que vai comer. Mas a gente sai dali feliz. Murakami é um dos grandes sushimen do País e está à vontade trabalhando ao lado do filho Jun e da mulher Susana.”

3º lugar: Cepa. “Restaurante de cozinha autoral e de produto. O chef Lucas Duarte intercala frescor de peixes e vegetais com técnicas ancestrais. Ele salga, defuma, embute, fermenta… Gabrielli Fleming cuida dos vinhos e do salão.”

ROSA MORAES, Embaixadora de Gastronomia da Laureate

1º lugar: Banzeiro. “Promissora estreia de Felipe Schaedler, que traz um cardápio mesclado, com os hits de sua culinária manauara. Um privilégio ser transportada a um lindo ambiente nortista, rodeado de peixes de água doce, sem sair de São Paulo.”

2º lugar: Charco. “Tuca Mezzomo abusa da potência do fogo para criar uma combustão de sabores por meio de técnicas e equipamentos. Reserve espaço para as deliciosas sobremesas de Nathalia Gonçalves. Pães e embutidos são capítulo à parte!”

3º lugar: Cepa. “É direto da zona leste que fervilha o atrevimento de uma cozinha autoral focada na sazonalidade dos ingredientes, explorando e potencializando técnicas de fermentação, cura e defumação.”

FILMES NACIONAIS

1º lugar: A Vida Invisível

2º lugar: Bacurau

3º lugar: Democracia em Vertigem

Carol Duarte e Julia Stockler em A Vida Invisível. Foto: Vitrine Filmes

BARBARA DEMEROV, Repórter do AdoroCinema

1º lugar: A Vida Invisível. “Retrato assustadoramente atual do universo feminino e da sociedade atual – ainda que seja ambientado na década de 50. Um melodrama sem romantização, com a mulher protagonista e a mulher invisível conversando entre si.”

2º lugar: Temporada. “Grace Passô e um Brasil que pouco se vê no cinema. Um retrato urbano daqueles que vivem um dia de cada vez. André Novais Oliveira atinge uma potência gigante de fragmentos rotineiros com naturalidade que cativa.”

3º lugar: No Coração do Mundo. “A condução do vasto e talentoso elenco é uma das maiores qualidades, que encaixa humor em um cenário em que a precariedade do emprego se une à vontade de mudar o que está ao alcance.”

HUMBERTO ABDO, Repórter do Divirta-se

1º lugar: A Vida Invisível. “História comovente e sensível, com ótimo elenco (incluindo participação de Fernanda Montenegro). Enquanto Bacurau choca e hipnotiza, esse sufoca e emociona o público com um cenário bastante atual.”

2º lugar: Carta para Além dos Muros. “Documentário didático e abrangente sobre a trajetória do HIV no Brasil, a epidemia da Aids pelo mundo nas décadas de 1980 e 1990 e os preconceitos sobre o tema; com participação de Drauzio Varella.”

3º lugar: Bacurau. “Sangrento, impactante e político. As fortes presenças de Silvero Pereira e Sônia Braga enriquecem o filme e a premissa do roteiro forma uma contundente alegoria sobre a realidade brasileira.”

LUIZ CARLOS MERTEN, Repórter e crítico de cinema do Caderno 2

1º lugar: Bacurau. “Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O Nordeste em transe, o Coringa nacional – excluídos pegam em armas. Forte, colorido e muito sensual.”

2º lugar: A Rosa Azul de Novalis. “Documentário de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro. Talvez o filme mais radical do ano. O retrato de um soropositivo que não se vitimiza. E (homos)sexo como potência criativa.”

3º lugar: Democracia em Vertigem. “Dirigido por Petra Costa. A neta do empreiteiro reflete sobre o impeachment de uma perspectiva de classe. O Brasil passado a limpo.”

LUIZ ZANIN ORICCHIO, Crítico de cinema

1º lugar: Bacurau. “De maneira incontornável, é o filme do ano no cinema brasileiro. Dá forma a uma parábola do povo brasileiro e sua hipotética capacidade de reação. Provocou reações desencontradas, de acordo com a posição política de quem o via.”

2º lugar: A Vida Invisível. “De Karim Aïnouz, mostra a vida de duas irmãs cheias de talento que não conseguem se realizar plenamente devido ao machismo do Brasil nos anos 1950. Dialoga com o melodrama, porém de forma crítica.”

3º lugar: Democracia em Vertigem. “De Petra Costa, é um mergulho da diretora no turbilhão político que tomou conta do País a partir de junho de 2013, levando ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.”

FILMES INTERNACIONAIS

1º lugar: Ad Astra – Rumo às Estrelas

2º lugar: Coringa / O Irlandês / Parasita

3º lugar: História de um Casamento

Brad Pitt interpreta Roy McBride em filme de ficção científica dirigido por James Gray. Foto: Twentieth Century Fox

BARBARA DEMEROV, Repórter do AdoroCinema

1º lugar: História de um Casamento. “O delicado roteiro de Noah Baumbach parece simples, mas é nele que reside uma força quase brutal. Um turbilhão de sentimentos e as nuances de um casamento que termina – e um amor que perdura.”

2º lugar: O Irlandês. “Martin Scorsese em sintonia com o que sabe contar sobre a máfia, agora mais melancólico que enérgico. O resultado é uma trama dominada por gângsteres egocêntricos e desprotegidos de si mesmos.”

3º lugar: Era Uma Vez Em… Hollywood. “Há várias histórias para serem vistas e sentidas, com uma potência que emociona e entrega certa nostalgia por mostrar fragmentos de uma Los Angeles dando adeus à Era de Ouro.”

HUMBERTO ABDO, Repórter do Divirta-se

1º lugar: Ad Astra – Rumo às Estrelas. “Uma jornada espacial deslumbrante. O enredo evita os elementos comuns em filmes do gênero ao explorar a posição dos humanos no universo a partir do vínculo entre um pai e um filho astronautas.”

2º lugar: Suspíria – A Dança do Medo. “História de bruxas feita com estilo, humor e mistério. A trama ganha ainda mais vigor com o elenco apaixonante, quase todo composto por mulheres – entre elas, Dakota Johnson e Tilda Swinton.”

3º lugar: Coringa. “Uma versão aterrorizante e psicologicamente plausível do famoso personagem. O visual e a narrativa revigoram o universo dos heróis (e seus vilões), com empolgante potencial para novos capítulos.”

LUIZ CARLOS MERTEN, Repórter e crítico de cinema do Caderno 2

1º lugar: Coringa. “Dirigido por Todd Phillips. A revolta dos excluídos, ou Bacurau em versão de Hollywood. Joaquin Phoenix está excepcional e é provável que leve o Oscar.”

2º lugar: Ad Astra – Rumo às Estrelas. “Dirigido por James Gray. Brad Pitt em uma jornada além das estrelas, em busca do pai. O diretor, de alguma forma, conseguiu fazer seu 2001 – Uma Odisseia no Espaço.”

3º lugar: Parasita. “Longa-metragem dirigido por Bong Joon-ho. Excluídos em versão sul-coreana; a revolta da população de baixo. Apesar dos humanos, a casa é a personagem.”

LUIZ ZANIN ORICCHIO, Crítico de cinema

1º lugar: Parasita. “A família pobre que se introduz de maneira ardilosa na casa da família rica. Quem parasita quem? Eis a questão num dos filmes mais originais dos últimos tempos, reflexão aguda sobre as disparidades entre classe sociais.”

2º lugar: O Irlandês. “Mergulha no mundo da máfia e no desaparecimento do líder sindical Jimmy Hoffa, fato histórico intrigante dos EUA. Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci em estado de graça. Scorsese em grande forma, filmando como nunca.”

3º lugar: Dor e Glória. “De Pedro Almodóvar, dá tratamento ficcional à sua história pessoal e como artista pelo alter ego de Antonio Banderas. Filme maduro, reflexivo, um dos pontos altos na carreira do diretor.”

TEATRO ADULTO

1º lugar: Stabat Mater

2º lugar: Tom na Fazenda

3º lugar: Fim

Ao lado de sua mãe e de Priapo, Janaina Leite apresentou peça a partir de memórias pessoais. Foto: André Cherri

GABRIELA MELLÃO, Crítica, autora e diretora de teatro

1º lugar: Fim. “Na eminência do fim da cultura, do fim dos valores e do fim da própria humanidade, a arte efervescente de Felipe Hirsch e seu elenco notável.”

2º lugar: As Mãos Sujas. “De José Fernando Peixoto de Azevedo, a montagem de rara precisão da obra inédita de Sartre vibra conflitos do Brasil atual, problematizando posições divergentes sem facilitá-las.”

3º lugar: Stabat Mater. “Criação pulsante de teatro documentário que, a partir da biografia da autora, diretora e atriz Janaina Leite, revê paradigmas universais do feminino.”

JOÃO WADY CURY, Jornalista, é colunista do Caderno 2

1º lugar: Tom na Fazenda. “Elenco afinado e de primeira, com destaque para as atuações de Armando Babaiof e Gustavo Vaz, numa encenação que reúne texto forte, direção precisa e cenário simples e belíssimo.”

2º lugar: (In)justiça. “Maturidade do grupo de Heliópolis que, apoiado na voz forte de Xangô, o orixá da Justiça, narra um corolário de fatos ocorridos no passado do Brasil a partir da morte de um jovem negro e pobre.”

3º lugar:Angels in America. “Montagem simples e limpa do grupo Armazém com atores e atrizes experientes, que privilegia o texto genial de Tony Kushner, obra-prima escrita há 30 anos, mas atualíssima.”

LEANDRO NUNES, Repórter do Caderno 2

1º lugar: Stabat Mater. “Janaina Leite embaralhou a crítica, feministas e espectadores ao acenar com a coragem de um teatro revigorado; fonte de provocação cênica para os próximos anos.”

2º lugar: MDLSX. “Desbunde musical da italiana Silvia Calderoni e sua Cia. Motus, vai da Guerra do Vietnã ao drama de ser intersexual com uma força anárquica rara de ser ver no palco.”

3º lugar: Entre. “Em sua estreia como autora, Eloisa Elena entrega um microcosmo cinematográfico que desperta a imaginação da plateia com o doloroso cotidiano da violência doméstica.”

MARIA EUGÊNIA DE MENEZES, Jornalista e crítica de teatro

1º lugar: Stabat Mater. “Janaina Leite mergulha nas próprias vísceras para criar essa assombrosa encenação que combina doloridas memórias pessoais com os lugares sociais em que dispomos as mulheres.”

2º lugar: Tom na Fazenda. “O jovem diretor carioca Rodrigo Portella coroa sua impressionante trajetória como encenador com essa montagem potente e violenta.”

3º lugar: As Cangaceiras. “Com humor e delicadeza, Newton Moreno retrata a participação feminina em um importante episódio histórico e mostra por que é um dos nossos maiores dramaturgos.”

TEATRO INFANTIL

1º lugar: O Dia em que a Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas

2º lugar: Tatá, o Travesseiro

3º lugar: Casa de Brinquedos

Inspirado no livro de Keka Reis, espetáculo vencedor aborda o universo da pré-adolescência. Foto: Lígia Jardim

BIA ROSENBERG, Diretora de Mídia e produções infantis

1º lugar: O Dia em que a Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas. “Delicioso, alegre e muito engraçado retrato do fim da infância e começo da adolescência. Texto, direção e atores de primeiro time!”

2º lugar: Monstruário. “Delicada e envolvente trama para crianças pequenas, com ótimo uso de linguagens múltiplas, permitindo que as crianças se identifiquem com um monstro que não dá medo.”

3º lugar: Tatá, o Travesseiro. “Montagem com uma linda manipulação de bonecos, cenário e iluminação muito versáteis, que conta a doce história de um menino adotado.”

DIB CARNEIRO NETO, Crítico do site Pecinha é a Vovozinha!

1º lugar: Tatá, o Travesseiro. “A Artesanal Cia. de Teatro acertou outra vez, falando de um menino afrodescendente e adotado que sofre bullying. O bom gosto e a delicadeza imperaram na concepção, criação e confecção dos bonecos.”

2º lugar: Existo! “Uma criança moldando sua personalidade – incluindo a de gênero e sexual. Peça da Cia. La Leche recheada de pontos de interrogação, com pano de fundo filosófico. Incrível dramaturgia sobre masculino e feminino, sem ranços.”

3º lugar: O Amigo Fiel. “O poético espetáculo do Grupo Sobrevento usa sombras e bonecos construídos com galhos de árvores para refletir sobre o cinismo, individualismo e, em contrapartida, sobre a tolerância e a amizade.”

EDUARDO NUNOMURA, Editor de cultura da Carta Capital

1º lugar: O Dia em que a Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas. “É para os mais grandinhos, porque trata da impactante transição da 5ª para a 6ª série. Divertida e não subestima a inteligência do público.”

2º lugar: Fragmentos de Quintal. “Teatro de bonecos que emociona crianças e adultos. É a história de um menino que vivia em uma casa com quintal, algo que, para muitos dos pequenos, é chamado de
playground.”

3º lugar: Muito Ruído por Shakespeare. “A engenhosidade da montagem reside na construção de uma nova história a partir de dois clássicos do bardo inglês, Otelo e Macbeth. Claro que só poderia resultar em confusão.”

LINA BROCHMANN, Fundadora do bora.aí

1º lugar: Casa de Brinquedos. “Espetáculo dirigido por Carla Candiotto. O elenco é de primeira, o figurino e
cenário são maravilhosos, e o roteiro é capaz de encantar tanto adultos como crianças.”

2º lugar: Dom Quixote. “Montagem da Cia. Um dirigida por Rodrigo Audi, uma livre adaptação da obra homônima do espanhol Miguel de Cervantes. Inteligente, profundo e, ao mesmo tempo, leve e adequado ao público infantil.”

3º lugar: Brasilis. “Espetáculo da Turma da Mônica com direção e produção geral de Mauro Sousa. Ótima produção e elenco, com números circenses e trilha sonora super divertidos.”

SHOWS NACIONAIS

1º lugar: Ney Matogrosso

2º lugar: Ana Frango Elétrico

3º lugar: Alessandra Leão / Chico César / Maria Bethânia

Ney Matogrosso, mais uma vez, impressionou com sua performance no palco. Foto: Fábio Motta/Estadão

ADRIANA DEL RÉ, Subeditora do Caderno 2

1º lugar: Maria Bethânia. “Com a turnê Claros Breus, ela apresenta show potente, dirigido por Bia Lessa. Com voz impecável, canta de músicas inéditas a clássicos, passando por sua versão classuda do sucesso Evidências.”

2º lugar: Milton Nascimento. “O cantor e compositor revive o Clube da Esquina com sua turnê especial. Um show de fazer sorrir e se emocionar, em que ele interpreta os grandes clássicos de um dos mais importantes movimentos da música brasileira.”

3º lugar: Zélia Duncan. “Seu recente disco, Tudo É Um, traz uma grata delicadeza, em contraste a tempos ríspidos. E, no palco, essas novas canções se alinham, de forma precisa e arrebatadora, com antigas músicas de sua obra.”

ALEXANDRE MATIAS, Jornalista do site Trabalho Sujo, curador de música e diretor artístico

1º lugar: Alessandra Leão. “A percussionista pernambucana nos convida a uma viagem pela história da música brasileira através das tradições afro-brasileiras encapsuladas em seu disco Macumbas e Catimbós.”

2º lugar: Thiago França e Tony Allen. “Um embate entre dois pesos-pesados do groove – um no sax e outro na bateria – que logo se transformou em uma missão interplanetária rumo à quinta dimensão.”

3º lugar: Ana Frango Elétrico. “Meio Baby e Pepeu, meio Rita Lee, a cantora e compositora carioca é um dínamo, uma guitar hero, uma band leader e um sonho, recriando à perfeição seu maravilhoso Little Electric Chicken Heart.”

JULIO MARIA, Repórter do Caderno 2

1º lugar: Chico César. “Potente, poético em sons e palavras, Chico tem uma banda de ouro. Um dos maiores criadores na música popular volta com a mesma força que fez Estado de Poesia voar por cinco anos.”

2º lugar: Ney Matogrosso. “Ney sobe ao palco disposto a iniciar um tratamento de choque. E Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, de Sergio Sampaio, dá início a um discurso musical e verbal em alta temperatura.”

3º lugar: Elba Ramalho. “Reinventando-se mais uma vez, Elba faz um show que vai além da força do próprio disco. Ela cobra os críticos no palco, que demoraram para considerá-la uma artista genial. Tem toda razão.”

RENATO VIEIRA, Repórter do Caderno 2

1º lugar: Ney Matogrosso. “Aos 78 anos, um dos grandes intérpretes do Brasil se mostra em plena forma vocal interpretando um repertório potente e amoroso no show Bloco na Rua, que acaba de ganhar registro ao vivo.”

2º lugar: Ana Frango Elétrico. “A jovem cantora e compositora carioca, que acaba de fazer 22 anos, lançou um dos melhores discos de 2019, Little Electric Chicken Heart. No palco, ela surpreende pela força e carisma.”

3º lugar: Jards Macalé. “No show do álbum Besta Fera, o primeiro que ele grava com canções inéditas em mais de duas décadas, a atmosfera do repertório ganha ainda mais
densidade.”

SHOWS INTERNACIONAIS

1º lugar: Patti Smith

2º lugar: Erykah Badu / Weezer

3º lugar: Bring Me The Horizon e Fever 333 / Jesus and Mary Chain / Paul McCartney

A norte-americana Patti Smith foi o grande destaque entre os shows de estrangeiros. Foto: Rebecca Miller/The Washington Post

GUILHERME SOBOTA, Repórter do Caderno 2

1º lugar: Erykah Badu. “A força no palco da cantora de 48 anos só é superada pela qualidade irretocável de suas canções. O show passeia com consistência pela sua carreira num espetáculo dançante, reflexivo e potente.”

2º lugar: Patti Smith. “Pela primeira vez em São Paulo, a madrinha do punk provou que ainda tem poder. Os sucessos antigos garantiram a festa, mas o carisma de Patti Smith é tão grande quanto a sua imensa inteligência.”

3º lugar: Ride. “A banda inglesa ícone do shoegaze passeou pelos sucessos do passado e da sua nova fase com um show barulhento, virtuoso e (praticamente) inédito no País.”

MARCELO COSTA, Editor do site Scream & Yell

1º lugar: Patti Smith. “Em noite solo mágica, Patti Smith fez seu show mais especial no Brasil, lembrando que precisamos lutar, mas não podemos esquecer de nos divertir.”

2º lugar: Jesus and Mary Chain. “Enfim, o irmãos Reid entregaram um grande show para o público brasileiro. Demorou quase 30 anos, mas foi alto e o público saiu surdo… e sorrindo.”

3º lugar: Courtney Barnett. “Courtney tocou de maneira tão apaixonada e tão intensa que inebriou, encantou e fez acreditar que, sim, o rock ainda pode ser instigante.”

SARAH OLIVEIRA, Apresentadora

1º lugar: Patti Smith. “Histórico ver Patti Smith com tanto fôlego no palco. Nossa ícone feminista do punk, doce, solidária, forte, pedindo líderes mais humanistas. Ela cospe no chão e diz ‘I love you’. Ela encerra com Gloria. Foi emocionante.”

2º lugar: Paul McCartney. “Sempre maravilhoso ter um Beatle na cidade. Isso, por si, já é mágico. Mas aí o Paul vem e faz bonito demais – toda vez é assim! No mais, achei importante vê-lo cantar Black Bird em 2019. Um respiro.”

3º lugar: Kendrick Lamar. “Vi apenas o final. Mas foi tão forte o espetáculo audiovisual que já considero um dos melhores shows do Lollapalooza desde a primeira edição. Lamar representa muito o rap atual.”

TONY AIEX, Editor e fundador do site Tenho Mais Discos que Amigos!

1º lugar: Weezer. “Expoente do rock alternativo, banda entregou hits e covers e fez com que as pessoas entrassem em uma máquina do tempo longe das preocupações do dia a dia.”

2º lugar: Bring Me The Horizon e Fever 333. “Atrações do Lollapalooza, as enérgicas bandas lotaram a casa de shows e mostraram duas performances mais incríveis da atualidade.”

3º lugar: Bad Religion e The Offspring. “Lotando a casa, as influentes bandas de punk-rock levaram um público ensandecido direto para a Califórnia em noite primorosa.”

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