Melhores do Ano – conheça as atrações que marcaram 2015
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Melhores do Ano – conheça as atrações que marcaram 2015

Marina Vaz

24 de dezembro de 2015 | 15h01

O ano de 2015 termina com direito a retrospectiva e também a eleição dos melhores nomes da cena cultural e gastronômica da cidade em 2015. Para escolher as atrações que se destacaram nos últimos meses, o Divirta-se reuniu profissionais do Estadão e especialistas de cada área. Os jurados apontaram os seus três preferidos, por ordem de colocação, nas categorias Filme Nacional e Internacional; Exposição; Gastronomia; Show Nacional e Internacional, Teatro e Teatro Infantil.

Foi possível chegar aos vencedores utilizando-se a seguinte regra de pontuação: o voto para 1º lugar vale 3 pontos; para 2º lugar, dois pontos; e para 3º lugar, 1 ponto. Nas situações em que duas atrações alcançaram a mesma pontuação, utilizou-se como critério de desempate o número de vezes que os jurados mencionaram as candidatas. Se ainda assim, o empate persistir, os candidatos dividem o pódio. Este também foi o ano de estrearmos a enquete com o público. Os leitores votaram pela internet até o dia 21/12. Confira a seguir os vencedores.

FILMES INTERNACIONAIS

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Vício Inerente

As Mil e Uma Noites, Vol. 1; O Pequeno Quinquin; American Sniper; O Clã

Nostalgia da Luz; Mad Max: Estrada da Fúria

ANDREA ORMOND, crítica do site ‘Cinética’

1º: O Clã
“Uma obra-prima sobre a psicopatia de algumas relações familiares.”

2º: Vício Inerente
“Paul Thomas Anderson conseguiu o impossível: adaptar um livro de Thomas Pynchon para o cinema.”

3º: Enquanto Somos Jovens
“Olhar pessimista e veraz sobre a geração que hoje está na faixa dos 40 anos.”

LUIZ CARLOS MERTEN, crítico do ‘Caderno 2’.

1º:  American Sniper
“A reinvenção de John Ford, a tragédia de ‘Rastros de Ódio’ transposta para o Iraque.”

2º:  Mad Max: Estrada da Fúria

“O futuro distópico numa ação operística, e com uma heroína protofeminista: Furiosa.”

3º: No Coração do Mar
“O antagonismo do capitão e do imediato é puro John Ford.”

LUIZ ZANIN ORICCHIO, crítico ‘Caderno 2’

1º: O Pequeno Quinquin

“Tom cômico e irônico, porém tratando de assuntos, no final, muito duros.”

2º: Nostalgia da Luz

“Guzmán une o sentido cósmico da reflexão sobre o universo à tragédia política de seu país.”

Winter Sleep
“Em tom checkoviano, Ceylan faz um retrato mordaz das diferenças de classe.”

RAFAEL ABREU, repórter de cinema do ‘Divirta-se’

1º: As Mil e Uma Noites, Vol. 1

“Riso, absurdo e tristeza reinam nas narrativas em meio a uma crise implacável.”

2º: Vício Inerente
“Na tela, a mesma onda do detetive viciado: uma viagem lisérgica, elegante e suntuosa.”

3º: Jauja

“Colonialismo e misticismo se confundem no deserto explorado por um capitão dinamarquês.”

VOTO POPULAR: Birdman.

 

FILMES NACIONAIS

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

1º: Que Horas Ela Volta?

2º: Campo de Jogo

3º : Chatô; Casa Grande

ANDREA ORMOND, crítica do site ‘Cinética’

1º: Casa Grande

“Um dos melhores filmes sobre a problemática juvenil já feitos no país. O ‘Marcelo Zona Sul’ do século 21.”

2º: Que Horas Ela Volta?

“O filme tem defeitos, mas com o mérito de discutir feminismo e inserção social de forma inventiva.”

3º: Branco Sai, Preto Fica
“A originalidade de Adirley Queirós provoca um bizarro mal estar.”

LUIZ CARLOS MERTEN, crítico do ‘Caderno 2’.

1º: Chatô.
“Para se entender o Brasil, ontem e hoje, o último grande filme tropicalista.”

2º: A Hora e a Vez de Augusto Matraga

“João Miguel é a própria encarnação do espírito roseano.”

3º: Campo de Jogo
“O Brasil e seu cinema cabem num campo de futebol de várzea.”

LUIZ ZANIN ORICCHIO, crítico ‘Caderno 2’

1º: Que Horas Ela Volta?

“Discute a nova relação entre domésticas e patroas num país que tem horror a mudanças”

2º: Campo de Jogo
“O filme nos traz, de maneira plástica e contundente, a prática do futebol amador.”

3º:  Orestes

“O diretor procura mostrar como os crimes do passado se atualizam nos crimes do presente.”

RAFAEL ABREU, repórter de cinema do ‘Divirta-se’

1º: Que Horas Ela Volta? 

“Um filme necessário que se sustenta tanto em forma quanto em conteúdo.”

2º: Ausência
“Abandono e carência se articulam no filme mínimo, de sentimento e beleza máximos.”

3º: Sangue Azul
“A exuberância do longa sobre um romance incestuoso não se resume ao cenário.”
VOTO POPULAR: Que Horas Ela Volta?

 

MELHORES EXPOSIÇÕES

FR79 SÃO PAULO - SP - 01/07/2015 - CADERNO 2 - KANDINSKY - Fotos da exposição Kandinsky:

Mostra ‘Kandinsky: Tudo Começa num Ponto’ ocupou o CCBB. Foto: Felipe Rau/Estadão

1º: Kandinsky: Tudo Começa num Ponto

2º: A Paisagem na Arte: 1690-1998

3º: Nelson Felix – OOCO

ANTONIO GONÇALVES FILHO, crítico do ‘Caderno 2’

1º – A Paisagem na Arte.
Um panorama completo que permitiu entender a evolução do paisagismo na Grã-Bretanha.

2º – Kandinsky.
Trouxe obras raras, inclusive pinturas figurativas, antes do advento da abstração em sua arte.

3º – Paulo Pasta.
Com suas paisagens, ele provou que é possível seguir a tradição sem ser conservador.

CAMILA MOLINA, repórter do ‘Caderno 2’

1º – Nelson Felix.
Oportunidade de adentrar nos processos criativos de um dos maiores artistas brasileiros.

2º – 34º Panorama da Arte Brasileira.
A mostra é destemida reflexão sobre passado e presente através do confronto.

3º – Frida Kahlo.
As artistas mostraram que não se dobraram ao machismo e às adversidades da época.

CELSO FILHO, repórter do ‘Divirta-se’

1º – Kandinsky.
Com uma expografia didática, percorre as influências do pintor e sua jornada à Abstração.

2º – A Paisagem na Arte.
Não é todo dia que se tem acesso ao acervo de uma instituição como a Tate.

3º – Nelson Felix.
A curadoria selecionou obras emblemáticas para entender a carreira do artista.

ENOCK SACRAMENTO, crítico e curador de arte

1º – Sergio Camargo.
Sua obra escultórica é um dos acontecimentos mais significativos da arte brasileira no século 20.

2º – Frida Kahlo.
A mostra também exibiu outras artistas de qualidade do México, permitindo a comparação e a reflexão.

3º – Kandinsky.
Permitiu uma fruição amigável da obra de um dos pilares da modernidade mundial.

VOTO POPULAR: Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro

 

GASTRONOMIA

A CASA DO PORCO

Jefferson Rueda em meio às ‘obras-primas’ de sua nova A Casa do Porco (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

1º – A Casa do Porco

2º – Tête à Tête

3º – Carlos Pizza

JOSÉ ORENSTEIN, crítico do ‘Paladar’

1º – A Casa do Porco. O Centro muda com a casa. Original, bom astral e o principal: ótima comida (o problema é a espera).

2º – Tête à Tête. Alta gastronomia na melhor acepção do termo. Dos drinques à sobremesa, tudo é muito bem cuidado.

3º – Carlos Pizza. Pizza é, primeiro, massa e molho – que, no Carlos, recebem a devida atenção.

LUCINÉIA NUNES, repórter do ‘Divirta-se’

1º – A Casa do Porco. O chef acerta em cheio. Ambiente sem frescura e comida primorosa, dos sanduíches aos pratos.

2º – Tête à Tête. Produtos pinçados com rigor e técnica apurada são embalados com delicadeza em pratos saborosos.

3º – Petí. Comida bem-feita, criativa e, o melhor, a um preço que não esfola o bolso.

OLÍVIA FRAGA, editora da revista ‘Casa e Comida’

1º – A Casa do Porco. Jefferson Rueda brilha em seu próprio hábitat, refinando o porco como ingrediente.

2º – Tête à Tête. A reestreia da alta gastronomia do chef Gabriel Matteuzzi era aguardada há anos.

3º – Carlos Pizza. Uma casa de pizzas diferente, novidadeira, para tirar o clássico paulistano da monotonia.

PATRÍCIA FERRAZ, editora do ‘Paladar’

1º – A Casa do Porco. A melhor inauguração do ano pela comida, proposta ousada e aposta na revitalização do Centro.

2º – Manioca. Combina clássicos do Maní com pratos exclusivos, em ambiente charmoso e anexo à Livraria Cultura.

3º – Più. Comida italiana artesanal feita por chef talentoso e a bons preços. Resultado: difícil conseguir lugar.

VOTO POPULAR: Petí

 

SHOWS INTERNACIONAIS

David Gilmour

Iggy Pop

David Gilmour e Iggy Pop dividem topo do pódio de shows internacionais

Foto David Gilmour: JF Diorio/Estadão. Foto Iggy Pop: Gabriela Biló/Estadão

1º: David Gilmour; Iggy Pop
2º: Pearl Jam
3º: Foo Fighters; Shai Maestro Trio

JOÃO PAULO CARVALHO, repórter do ‘caderno 2’

1º: David Gilmour
Os acordes, os riffs e os solos do britânico foram feitos com o coração para mais de 80 mil pessoas.
2º: Foo Fighters
Nenhum outro grupo na atualidade tem o carisma e a intensidade do quinteto.
3º: Rod Stewart
Com sua voz rouca e inigualável, o cantor veio ao Brasil com tudo o que tinha direito

JOSÉ NORBERTO FLESCH, editor de Diversão & Arte do ‘Destak’.

1º: David Gilmour 
Seu show era uma das páginas que faltavam na história do show business nacional.
2º: Pearl Jam
Ainda é uma das melhores bandas dos anos 1990 quando o assunto é apresentação ao vivo.
3º: Kiss
Após 40 anos de sua fundação, o grupo consegue virar as costas para o comodismo.

MARCELO COSTA, editor do site ‘Scream & Yell’.

1º: Iggy Pop
Com apenas 20 minutos de duração – e quatro clássicos na sequência – já era o show do ano.

2º: Shai Maestro Trio.
De Israel, eles foram um dos pontos altos do projeto Jazz na Fábrica, no Sesc Pompeia.

St. Vincent.
Atração do Lollapalooza, trouxe modernidade, esquisitice pop e muito charme.

PEDRO ANTUNES, repórter do ‘Caderno 2’.

1º: Iggy Pop.
É como entrar no ringue diante de Mike Tyson com a guarda alta e ser nocauteado.

2º: Pearl Jam.
Depois do atentado no Bataclan, em Paris, o mundo precisava de ‘Imagine’, de John Lennon.

3º: Chemical Brothers.
Com o duo no palco, a casa se fechou do mundo. Nada importava lá fora.

Voto popular: Foo Fighters

 

SHOWS NACIONAIS

Elza Soares A Mulher do Fim do Mundo

Elza Soares interpreta inéditas no CD/show ‘A Mulher do Fim do Mundo. FOTO: Divulgação

1º: Elza Soares
2º: Gal Costa
3º: Caetano Veloso e Gilberto Gil; Cidadão Instigado

JULIO MARIA, repórter do Caderno 2

1º: Caetano Veloso e Gilberto Gil
O encontro memorável vale por mostrar onde ambos se cruzam e se distanciam.

2º: Elza Soares.
A verdade de Elza, pelas ideias do baterista Guilherme Kastrup, varreu o ano com um projeto espetacular.

3º: Erasmo Carlos.
Com seu show de lados B, ele toca tudo o que fez de melhor, sobretudo nos anos 1970.

PATRÍCIA PALUMBO, apresentadora do programa de rádio ‘Vozes do Brasil’

1º: Elza Soares 
Elza está forte como nunca e o discurso é contundente. Trabalho primoroso de Guilherme Kastrup.

2º: Gal Costa
Roteiro muitíssimo bem escolhido entre clássicos do pop nacional e o repertório do novo disco.

3º: Karina Buhr
Banda poderosa, roqueira e viril com a cantora mais engajada e feminista à frente

RENATO VIEIRA, repórter do Divirta-se

1º: Elza Soares 
A emoção de uma voz que, sentada em um trono, pede: ‘me deixem cantar até o fim’.

2º: Gal Costa
Fatal. Profana. Plural. Adjetivos presentes em ‘Estratosférica’, mais um sopro de sua vitalidade.

3º: Emicida
 O auge de um artista, que parece cada vez mais consciente de seu poder de comunicação.

ROBERTA MARTINELLI, apresentadora do ‘Cultura Livre’, da Rádio e TV Cultura

1º: Cidadão Instigado
O show do álbum ‘Fortaleza’ é forte e denso pela potência dos cinco integrantes do grupo.

2º: Elza Soares
O encontro perfeito de Elza com músicos e compositores que fazem a música de hoje (e de sempre).

3º: Mariana Aydar
Com seu canto cada vez mais bonito, a intérprete deu voz a canções de Nuno Ramos.

 

TEATRO

TEATRO ---- BR-Trans victor augusto 2

Em ‘Br-Trans’, Silvero Pereira costura as realidades do nordeste e do sul (Foto: divulgação)

1º – Br-Trans

*Não tivemos 2º e 3º lugares

Leandro Nunes, repórter do ‘Caderno 2’

1º – Br-Trans. O corpo dinâmico e a voz de Silvero Pereira evocam o drama de travestis e transexuais a partir de entrevistas.

2º – Na Selva das Cidades. A pesquisa da obra de Brecht desemboca em uma imersão pela cidade de São Paulo.

3º – Mantenha Fora do Alcance do Bebê. Despeja as vulnerabilidades de uma mulher vítima de seu próprio tempo.

Maria Eugênia de Menezes, editora do ‘Divirta-se’ e crítica do ‘Caderno 2’

1º – Br-Trans. Silvero Pereira é um artista na verdadeira acepção da palavra. Construiu uma obra tocante, radical, urgente.

2º – Galileu Galilei. O encontro do ano. Como Cibele Forjaz fez bem a Denise Fraga. Como Denise Fraga fez bem a Cibele Forjaz.

3º – Ãrrã. Um texto fresco e inventivo nas mãos dos maiores atores dessa geração: Thiago Amaral e Luciana Paz.

Welington Andrade, crítico e editor da revista ‘Cult’

1º – Mistérios Gozosos. Experiência erótico-política em forma de culto, dramatização e festa; rito jubiloso e orgiástico.

2º – Vendo Gritos e Palavras. Denise Stoklos: um corpo eloquente, e uma loquacidade, rara, impregnada de politicidade sensível.

3º – Caesar – Como Construir um Império. O dialogismo político como uma arte suscetível a embates e paixões.

Ruy Filho, crítico e editor da revista ‘Antropositivo’

1º – Puzzle D. Encontro entre grandes artistas de diversas áreas, em uma obra poética-política singular.

2º – Abnegação II. Investiga nossa construção política-social, sem proteger-se por ideologias ou saídas fáceis.

3º – O Narrador. Inteligente olhar sobre o desaparecimento do narrador, proposto por Walter Benjamin.

VOTO POPULAR:  Br-Trans

 

TEATRO INFANTIL

Imagens do espetáculo Simbad, o Navegante, da Cia. Circo Mínimo. Direção Carla Candiotto Na foto: Rodrigo Matheus e Ronaldo Aguiar Foto Paulo Barbuto

Da Cia. Circo Mínimo, ‘Simbad, o Navegante’ estreou no Sesc Pompeia. Foto: Paulo Barbuto/divulgação

1º: Simbad, o Navegante

2º: Já Pra Cama!

3º: Mas Por Quê??! A História de Elvis

 

BEATRIZ ROSENBERG, crítica de teatro infantil e diretora de TV

1º – Mas Por Quê??! A História de Elvis.
Vida e morte, passado e presente se juntam a lindas canções.

2º – Simbad, o Navegante.
A remota aventura árabe encontra a linguagem mais atual do teatro infantil moderno.

3º – Antes do Dia Clarear.
Dois fantasmas descem à terra para encantar crianças e adultos.

DIB CARNEIRO NETO, dramaturgo e crítico do site da ‘Crescer’

1º – Já pra Cama!
Empatia incrível e um duelo musical entre dois grandes, Daniel Maia e Dr. Morris.

2º – Simbad, o Navegante.
Bambus engenhosos fazem a festa e nos enredam em uma aventura contagiante.

3º – Cinderela Lá Lá Lá.
Adaptação hilária, com boa paródia ao mundo da moda e das celebridades.

FERNANDA ARAUJO, professora, pesquisadora e jornalista

1º – Já Pra Cama!
É o exemplo de combinação: cenário criativo, trilha sonora de qualidade e encenação competente.

2º – Viagem ao Centro da Terra.
A diversidade de recursos enriquece a aventura e hipnotiza a plateia.

3º – Simbad, o Navegante.
O uso do bambu na construção da cenografia instiga a imaginação das crianças.

LINA BROCHMANN, fundadora do site ‘Bora.ai’

1º – Simbad, o Navegante.
Produção incrível da Cia. Circo Mínimo para o conto de ‘As Mil e Uma Noites’.

2º – Canção dos Direitos da Criança.
O musical ganhou montagem com atores e produção de primeira.

3º – Mas Por Quê??! A História de Elvis.
Um roteiro sensível e tocante, com canções do rei do rock.

VOTO POPULAR: Era Uma Era

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