‘Mãe Só Há Uma’ é o novo filme de Anna Muylaert
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‘Mãe Só Há Uma’ é o novo filme de Anna Muylaert

Redação Divirta-se

21 Julho 2016 | 17h57

Luiz Carlos Merten

Mae só há uma

Foto: divulgação

Sobrinho de Alexandre Nero (das telenovelas), Naomi Nero inspirou-se na irmã transgênero para criar seu personagem em Mãe Só Há Uma. O novo filme de Anna Muylaert remete ao célebre caso de Pedrinho, garoto de Brasília que foi roubado da maternidade e, anos mais tarde, foi encontrado pela família biológica adotado na casa da sequestradora.

Atriz de teatro, cria de Antunes Filho, Dani Nefussi faz as duas mães do filme – e o mais impressionante é que, mesmo avisado, o espectador se esquece disso, de tal maneira ela diferencia as personagens. No longa, Pierre é devolvido à família biológica, a sequestradora vai presa. Final feliz? Agora é que começa o horror, porque, rebatizado como Felipe, ele pinta as unhas, usa roupas de mulher e tudo isso se choca com a moral da nova família conservadora. O garoto chega a se sentir sequestrado pela segunda vez.

Depois do embate entre casa grande e senzala, na relação entre patroa e empregada de ‘Que Horas Ela Volta?’, a diretora segue questionando o País. ‘Mãe Só Há Uma’ não deixa de ser sobre o sequestro do Brasil pela classe média alienada. Nas redes sociais, proliferam memes que substituem ‘Mãe’ por ‘Dilma’ no título. Faz todo sentido.

A pergunta que não quer calar – o garoto é gay? A diretora diz que fez um filme contra rótulos. Mas há um para Pierre: ‘gender fluid’. O apoio ao filho ‘diferente’ vem de onde você menos espera, num final comovente.

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